No Monobob e Skeleton, Brasil encerra disputa da Copa América

Marina Tuono no Monobob (Girts Kehris)

A primeira temporada do ciclo olímpico dos Jogos de Pequim, em 2022, está chegando ao fim para a Copa América de Bobsled e Skeleton. A competição vai realizar sua última etapa neste fim de semana, entre 10 e 13 de janeiro, na pista de Calgary, no Canadá. A delegação brasileira estará presente com duas atletas na disputa. 

O grande destaque da equipe brasileira é a estreia oficial de Marina Tuono no Monobob. A atleta, que iria participar do Skeleton, mas migrou para a nova modalidade após ter sido incluída no programa dos Jogos Olímpicos de Pequim, vai competir no evento oficial da IBSF (Federação Internacional de Bobsled e Skeleton) em Calgary. A prova será nesta quinta-feira, dia 10, às 18h (horário de Brasília). 

Marina participou de dois treinos oficiais na pista canadense. No primeiro dia, com seis competidoras, ela fez três descidas, terminando na quarta posição em uma delas e em terceira nas outras duas. No dia seguinte, com nove atletas, a brasileira foi sexta colocada em duas oportunidades e quinta em uma. 

A boa notícia é que, das seis descidas que Marina Tuono fez em Calgary entre 8 e 9 de janeiro, ela conseguiu melhorar seu tempo em quase um segundo: de 1min05seg53 na primeira tentativa para 1min04seg68 na última - 85 centésimos de melhora, uma evolução e tanto em apenas um dia.

A outra representante do Brasil no fim de semana será Nicole Silveira no Skeleton feminino. A atleta participou das seis provas da Copa América até o momento e vai competir nas últimas duas corridas da temporada. A primeira delas também será nesta quinta-feira, dia 10, a partir das 14h. A segunda vai ser na sexta, dia 11, no mesmo horário. 

Nicole também fez parte da equipe de Bobsled liderada por Heather Paes em 2017. Sem a vaga olímpica, ela iniciou a transição no Skeleton a partir de março de 2018 e, desde então, está em franca ascensão. Na Copa América, por exemplo, ocupa a sexta posição com 182 pontos. No ranking internacional é a 48ª com 110 pontos. 

Se fosse período pré-olímpico de 2018, Nicole já estaria na sexta posição da lista de espera das realocações. A boa notícia é que ela tem mais três anos de evolução na modalidade e, nos Jogos Olímpicos de 2022, serão 25 cotas ao invés de 20 no Skeleton feminino. No caso do Monobob, nem o COI e nem a IBSF definiu as regras de classificação. A expectativa é que a modalidade passe a fazer parte da Copa do Mundo nas próximas temporadas.

Nicole Silveira no Skeleton (RJ Photography)

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