Cristian Ribera conquista prata no Esqui Cross-Country Paralímpico

Equipe brasileira de esqui cross-country paralímpico e a prata no pescoço de Cristian (Divulgação)

Um dia após conquistar sua primeira medalha na Copa do Mundo de Esqui Cross-Country paralímpico ao lado de Aline Rocha, o jovem Cristian Ribera, 16 anos, voltou a fazer história. O atleta brasileiro conquistou a medalha de prata na prova de pequena distância em Vuokatti, na Finlândia, nessa quinta-feira, 13 de dezembro. 

Cristian ficou com a segunda colocação na prova de 5km em técnica livre na categoria Sitting ao completar o percurso em 14min52seg1 e ter 8.46 pontos - novo recorde nacional. Ele ficou 13 segundos do norte-americano Daniel Cnossen, vencedor da prova. O sul-coreano Eui Hyun Shin completou o pódio, mais de 18 segundos atrás do brasileiro. 

"Acho que essa medalha de prata, maravilhosa, se deve principalmente por acreditar até o final que seria possível, mesmo sabendo das dificuldades. Por isso digo e repito: 'nunca desista dos seus sonhos'", vibrou o atleta após a prova. 

A medalha de prata é a melhor colocação de um representante do Brasil em uma prova internacional de elite na neve. Antes, os melhores desempenhos eram os bronzes dele próprio e da Aline no dia anterior e a terceira posição de André Cintra na Copa do Mundo de Snowboard paralímpico em 2015. 

A evolução de Cristian Ribera no esqui cross-country paralímpico é notável. Ele começou a praticar o rollerski apenas em 2015 e, mesmo com pouco mais de três anos de experiência na neve e apenas 16 anos de idade, já conquistou duas medalhas em Copas do Mundo e obteve o melhor desempenho do país nos Jogos Paralímpicos ao terminar na sexta posição em PyeongChang. 


Ele é reflexo do bom trabalho desenvolvido pela CBDN e o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) a partir dos Jogos Olímpicos de Sochi, em 2014. Hoje, há três polos de iniciação ao esqui cross-country paralímpico em Santos, Jundiaí e São Carlos (todos no estado de São Paulo). Os atletas participam do Circuito de Rollerski e os melhores participam de training camps na América do Sul e Europa. 

Tanto que os dois estreantes na mesma categoria de Cristian também evoluíram. Robelson Lula foi o 19º com 18min20seg4 e 150.53 pontos. Já Guilherme Rocha foi o 23º com 18min41seg2 e 164.72 pontos - no total, 25 competidores completaram a prova de 5km em técnica livre. 

Aline Rocha, no sitting feminino 2,5km livre, também fez uma excelente prova. Ela terminou na quarta posição com o tempo de 8min47seg6 e 71.82 pontos, novamente quebrando o recorde brasileiro. Ela ficou quarenta segundos atrás da alemã Andrea Eskau, medalhista de bronze. A vitória foi de Birgit Skarstein, da Noruega, com 7min51seg2 - Kendall Gretsch foi a segunda colocada. 

Já no Standing 5km livre, Thomaz Moraes também melhorou seu desempenho em relação à quarta-feira. O brasileiro foi o 14º colocado com 14min02seg5 e 110.97 pontos e estabeleceu novo recorde brasileiro no distance. A vitória ficou com o francês Benjamin Daviet, que completou o percurso em 11min51seg0. Witold Skupien, da República Tcheca, foi o segundo e Grygorii Vovchynski, da Ucrânia, completou o pódio. 

"Não estamos mais falando de resultados isolados e nem de um único atleta. A equipe toda está evoluindo e é realmente impressionante obtermos tais resultados, levando em consideração a estrutura modesta, mas eficiente, que temos em relação às equipes que estão dividindo o pódio conosco", explica Leandro Ribela, treinador-chefe da equipe paralímpica da CBDN. 

Resta apenas uma prova para os cinco atletas brasileiros presentes na Copa do Mundo de Esqui Cross-Country Paralímpico. No próximo domingo, dia 16, acontece a disputa do sprint com as baterias decisivas tanto no standing quanto no sitting. 

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