Brasil despede-se do esqui cross-country paralímpico com recordes

Robelson, Cristian, Guilherme, Aline e Thomaz, ao fundo: equipe quebrou recordes (Reprodução)

É uma competição que a CBDN e o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) não esquecerão tão cedo. O Brasil se despediu da etapa de abertura da Copa do Mundo de Esqui Cross-Country desta temporada com o sentimento de que o trabalho está sendo feito de forma brilhante. As últimas provas aconteceram nesse domingo, 16 de dezembro, em Vuokatti, na Finlândia. 

O entusiasmo não se explica apenas pela delegação recorde de cinco atletas nas categorias standing (quem compete em pé) e sitting (quem compete sentado). Mas também pelo resultado obtido na neve finlandesa. O recorde nacional foi quebrado nas três provas e o país conquistou nada menos do que três medalhas na elite do esporte (uma prata e dois bronzes). 

No primeiro dia, Aline Rocha e Cristian Ribera conquistaram a medalha de bronze na prova de média distância. Na sequência, Cristian voltou a surpreender e terminou na segunda posição, obtendo uma inédita medalha de prata - o melhor desempenho do Brasil em provas olímpicas e paralímpicas de inverno na história. 

No último dia de competições a medalha pode até não ter vindo, mas a equipe brasileira quebrou recordes nacionais em suas categorias no sprint clássico. Aline Rocha, no feminino, foi a grande destaque do dia. Na classificação da categoria sitting, ela ficou na quarta posição com 2min20seg50 e 42.96 pontos. Ela pulverizou o recorde nacional, que era de 168.61 obtido por ela mesma em 2017. 

Na semifinal, ela conseguiu terminar na terceira posição de sua bateria e alcançou uma inédita vaga à final e posicionando-se entre as seis primeiras. Na decisão, o site do Comitê Paralímpico Internacional informa que ela não largou na disputa, mas não dá mais detalhes sobre o motivo da ausência dela e da chinesa Shiyu Wang, também finalista e que não largou na final.

O Brasil Zero Grau ainda está apurando o que houve, mas em todo o caso ela termina a prova na quinta posição, novamente próxima do pódio. Oksana Masters, dos Estados Unidos, levou o ouro. Birgit Skarstein, da Noruega, foi a segunda e Andrea Eskau, da Alemanha, completou o pódio. 

Já na categoria sitting masculina, Cristian foi o sexto colocado na classificatória com 2min02seg07 e 14.96 pontos. Ele institui o novo recorde brasileiro do sprint - antes, a marca era de 55.82 pontos obtido por ele em PyeongChang. Na semifinal, contudo, o jovem não avançou em sua bateria e terminou na oitava posição.

Guilherme Rocha e Robelson Lula estiveram na prova e participaram de suas primeiras corridas de sprint no cenário internacional. Robelson foi o 26º com 2min20seg33 e 106.95 pontos. Guilherme aparece na sequência, em 27º, com 2min22seg04 e 115.57. Collin Cameron, do Canadá, surpreendeu e foi o campeão na bateria decisiva. Taras Rad, da Ucrânia, foi o segundo e Daniel Cnossen, dos Estados Unidos, o terceiro. 

Por fim, na categoria Standing, Thomaz Moraes foi o oitavo na classificatória com 3min11seg45 e 22.33 pontos, estabelecendo o novo recorde brasileiro - sua antiga marca era de 97.76 em fevereiro de 2017. Ele avançou à semifinal, mas terminou na quarta posição de sua bateria e não conseguiu vaga à final. O jovem ficou na oitava posição da classificação final. O ouro foi de Witold Skupien, da Polônia. Grygorii Vovchynskyi, da Ucrânia, ficou com a prata e Taiki Kawayoke, do Japão, foi o bronze. 

Fosse a temporada pré-olímpica, os cinco atletas estariam habilitados a disputarem os Jogos Paralímpicos de Inverno de 2022. Contudo, ainda restam mais três anos para a disputa e, certamente, todos ainda irão evoluir no esqui cross-country paralímpico. A tão sonhada medalha em um esporte de inverno pode não estar tão distante assim nas provas paralímpicas. 

Com a missão cumprida, os atletas devem retornar ao Brasil para passarem as festas de fim de ano com seus familiares e amigos. Contudo, a temporada ainda não acabou. Cristian foi selecionado para representar o país no Mundial de Esqui Nórdico paralímpico em Prince George, no Canadá, em fevereiro.

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