FIS deseja incluir novos esportes nos Jogos Olímpicos de Inverno

FIS aprovou projeto de inclusão de novos esportes nos Jogos de 2022 e levará decisão ao COI (FIS)

Responsável por seis dos 15 esportes do programa olímpico de inverno, a FIS (Federação Internacional de Esqui) pretende ampliar sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, em Pequim. A entidade aprovou a medida em seu Congresso anual, realizado na última semana em Costa Navarino, na Grécia. 

Esse é apenas o primeiro passo para a inclusão de novos esportes no programa olímpico. Agora, a proposta será levada ao COI (Comitê Olímpico Internacional) para apreciação e resolução até o ano que vem, possivelmente no Congresso em Milão, que escolherá a sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026.

Das sugestões da FIS, apenas uma é a inclusão de um esporte novo: o telemark, com a prova do sprint paralelo. As demais são novas categorias de modalidades já existentes no programa olímpico: esqui Aerials misto por equipes, esqui livre Big Air, snowboard cross por equipes, esqui alpino paralelo por equipes, retorno do snowboard paralelo slalom e snowboard slalom misto. 

Com uma agenda de contenção de gastos e sustentabilidade econômica, é improvável que o COI inclua mais esportes sem tirar modalidades do programa olímpica. Até porque as demais entidades internacionais esportivas também farão novas sugestões para os Jogos Olímpicos de Pequim, daqui quatro anos. 

Entretanto, o Congresso da FIS já se adiantou e deu um primeiro passo importante e tomou outras decisões para desenvolver os esportes de neve em todo o mundo. As principais dizem respeito às modalidades, com inclusões de categorias em seus campeonatos mundiais (veja abaixo) e a inclusão de dois novos países membros: Jordânia e República Dominicana.

O suíço Gian Franco Kasper, presidente da FIS desde 1998, foi reeleito para o sexto mandato à frente da entidade - ele é apenas o quarto presidente nos 94 anos de história da FIS. Também foram definidas as sedes dos Mundiais de 2023. Bakuriani, na Geórgia, organizará o Mundial de Esqui Livre e Snowboard. Meribel-Courchevel, na França, realizará o Mundial de Esqui Alpino e Vikersund, na Noruega, o Mundial de Esqui Nórdico. 

Confira as principais mudanças em cada um dos esportes de neve gerenciados pela FIS: 

Cross-Country

  • Substituição do Skiatlo pelas provas de 15km feminino e 30km masculino no Campeonato Mundial Júnior e Sub-23 de esqui cross-country
  • Criação de um grupo de trabalho para definir um possível formato misto para a disputa do esqui cross-country, que deverá ser apresentado em setembro deste ano

Esqui Saltos

  • Evolução do calendário feminino: agora, as mulheres também poderão competir em provas large hill na Copa do Mundo
  • Criação de competições mistas no calendário do Grand Prix e da Copa do Mundo de Esqui Saltos, facilitando sua inclusão no Programa Olímpico
  • Criação de um tour RAW Air em Lillehammer para as mulheres
Combinado Nórdico

  • Inclusão das mulheres no Campeonato Mundial Júnior de Combinado Nórdico em 2019 e no Campeonato Mundial adulto de 2021
  • Aumento de etapas com participação feminina na Copa Continental, incluindo uma durante o Grand Prix da modalidade
  • Retorno da largada coletiva na Copa do Mundo de Combinado Nórdico, mas apenas no tour em Lillehammer
  • Competição por equipes terá distância máxima de 15km para o time inteiro (5+2,5+2,5+5) e sofreu uma atualização da pontuação média do salto na prova de esqui cross-country. Agora, é 15 pontos por minuto. 
Esqui Alpino

  • Inclusão da disputa Individual Paralelo no Mundial de Esqui Alpino de 2021. Modelo ainda será definido por um grupo de trabalho 
  • Aumento da penalidade para cálculo dos pontos FIS em provas continentais e nacionais, sendo, respectivamente, 15 e 20 pontos
  • Mudança na classificação de atletas para city events: se um competidor não puder participar, ele será substituído pelo melhor colocado no ranking da Copa do Mundo de Slalom, e não mais por um outro representante de seu país
  • Redução de nove para oito atletas o limite de inscrições por país em provas da Copa do Mundo
Esqui Livre e Snowboard

  • Possibilitar a integração entre os esportes, criando mais eventos conjuntos e, a partir desta temporada, a implementação de um único livro de regras para todas as categorias
  • Revisão das notas de dificuldade no Moguls, com a inclusão de "Jumps with Grabs" (algo como saltar e agarrar o esqui no ar) e permitindo maior variedade de truques
  • Revisão das notas de dificuldades no Aerials feminino, com maior recompensa para saltos com três giros
  • Novo formato de competição para o Aerials nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, com duas rodadas de 12 atletas, tirando as melhores notas de cada uma das rodadas para se classificar à final com mais um salto
  • Nas provas freestyle (halfpipe, slopestyle, Big Air), a classificação poderá contar como resultado final em caso de cancelamento da prova
  • Iniciar a redução de cotas nas provas freestyle para diminuir a quantidade de participantes e aumentar a qualidade da disputa

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