Com estrelas de volta, Mundial de Hóquei começa na Dinamarca

Suecos buscam bicampeonato no Mundial de Hóquei masculino (IIHF-HHOF)

Após uma disputa 'esvaziada' nos Jogos Olímpicos de PyeongChang, em fevereiro, o hóquei no gelo novamente vai reunir algumas de suas principais estrelas em uma mesma competição. O Mundial Masculino da modalidade, último torneio de inverno na temporada 2017/2018, começa nesta sexta-feira, 4 de maio, na Dinamarca. 

No total, 16 times participam da 82ª edição do principal evento entre seleções no hóquei no gelo. Com as conquistas da União Soviética, a Rússia é a maior vencedora da história com 27 títulos. O Canadá, país fundador do hóquei moderno, tem 26 conquistas. Atual campeã, a Suécia tem 10 troféus e está atrás da República Tcheca, com 12 (incluindo o período da Tchecoslováquia). 

O Mundial Masculino simboliza o retorno dos atletas da NHL às seleções em uma competição internacional de hóquei no gelo. Em 2017, a liga norte-americana rompeu um acordo com a IIHF e decidiu não liberar os jogadores para a disputa dos Jogos Olímpicos de PyeongChang. Foi a primeira vez em 20 anos que os representantes do principal evento interclubes não participaram das Olimpíadas. 

Contudo, como o Mundial acontece no fim da temporada, as franquias já eliminadas puderam ceder seus jogadores para os países. Ainda que nomes como Sidney Crosby não estejam presentes porque os playoffs da Stanley Cup estão na segunda rodada, outras estrelas já foram convocadas e inscritas para o Mundial na Dinamarca (veja abaixo). 

"Sempre é especial representar seu país e usar a Maple Leaf e, como grupo de gestão, estamos felizes de trabalhar com uma equipe talentosa de treinadores e jogadores no Mundial deste ano", comentou Martin Brodeur, ex-atleta e gerente da seleção canadense. 

Quatro jogos abrem a primeira rodada do Mundial. O destaque é para o confronto entre Canadá e Estados Unidos, favoritos à primeira colocação do Grupo B. A Rússia, campeã olímpica em 2018, encara a França, enquanto que a Suécia inicia a defesa do título contra Belarus e a Alemanha, vice-campeã em PyeongChang, duela contra a dona da casa. O calendário completo e mais informações estão aqui


Formato de disputa

As dezesseis seleções foram divididas em dois grupos com oito times cada e jogam entre si dentro da chave na primeira fase. Os quatro melhores avançam para as quartas de final. A partir daí é eliminatória simples, com jogo único até à decisão. Os últimos colocados de cada grupo são rebaixados para o Grupo A da Divisão 1 em 2019. 

'Big Six' deve polarizar torneio mais uma vez 

Canadá, Estados Unidos, Rússia, Suécia, Finlândia e República Tcheca. Estes países são conhecidos como "Big Six" por conta da supremacia no hóquei no gelo e devem, mais uma vez, comandar as ações no Mundial desta temporada. Dificilmente alguma seleção conseguirá romper essa hegemonia, principalmente com o retorno da NHL

O apelido é justificado. Juntos, os seis países conquistaram nada menos do que 79 das 81 edições já realizadas na competição. Apenas o Reino Unido em 1936 (quando os Jogos Olímpicos contavam como Mundial) e a Eslováquia em 2002 quebraram esse domínio. No pódio, eles conquistaram 218 das 243 medalhas já disputadas (89,7% do total). 

Desse grupo, três países despontam como favoritos ao título da temporada: Canadá, Suécia e Rússia. Os canadenses, que chegaram à final nos últimos três anos, querem reconquistar o troféu. Sem Sidney Crosby, o país será liderado pela jovem estrela Connor McDavid, líder nas estatísticas da NHL nas últimas duas temporadas. Ele ainda terá a companhia de jogadores como Ryan O'Reilly, Aaron Ekblad, Matthew Barzal, Ryan Nugent-Hopkins e Jordan Eberle. 

Atuais campeões, os suecos apostam na base que conquistou o título de 2017. Ainda que algumas de suas estrelas ainda estejam disputando a liga norte-americano, o país conseguiu convocar o goleiro Anders Nilsson e o defensor John Klingberg. No ataque, a aposta é no jovem atacante Elias Pettersson, 19 anos, que se destacou no Växjö Lakers e já tem contrato com o Vancouver Canucks. 

Os russos também apostam na base que conseguiu encerrar o tabu de 26 anos sem título olímpico. Sem poder contar com Alex Ovechkin, maior goleador da NHL, a equipe aposta na liderança de Nikita Gusev e do veteraníssimo Pavel Datsyuk. Ilya Kovalchuk, que esteve na Olimpíada, dá lugar a Artem Anisimov e Evgenii Dadonov, já eliminados da liga norte-americana. 

Os Estados Unidos, que não conquistam o Mundial e nem chegam à final desde 1960, são liderados por Patrick Kane e Johnny Gaudreau. A Finlândia, campeã em 2011, conta com Mikko Rantanem, Mikael Granlund e Sebastian Aho. Já a República Tcheca, que venceu em 2010, conta com Radek Faksa, Dmitrij Jaskin e Pavel Francouz 

Fora do "Big Six", três equipes esperam surpreender. Atual campeã olímpica, a Alemanha manteve sua base e ainda conta com o reforço de Leon Draisaitl, seu principal jogador da NHL. A Suíça, último país medalhista no Mundial que não pertence aos seis gigantes, tem Nino Niederreiter e Sven Andrighetto, da NHL. Já a Dinamarca, mesmo sem três de suas principais estrelas, conseguiu convocar Oliver Bjorkstrand e Frans Nielsen e aposta no fator casa para superar a oitava posição obtida em 2010 e 2016. 

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