Eisstocksport brasileiro realiza campanha histórica no Mundial

Equipe masculina ficou entre os quatro primeiros pela primeira vez no Mundial (Reprodução)

Após a realização dos Jogos Olímpicos de PyeongChang, entre 9 e 25 de fevereiro, é hora de retomar a rotina e conferir o fim de temporada dos esportes de inverno. Em um deles, o Brasil conseguiu fazer uma campanha histórica. A delegação brasileira de Eisstocksport reafirmou seu crescimento na modalidade no Mundial realizado entre 21 de fevereiro e 4 de março em Amstteten, na Áustria. 

Pela primeira vez, o Brasil atingiu finais das competições individuais e por equipe na categoria adulta, colocando-se como a quarta força da modalidade no cenário internacional - atrás apenas da Alemanha, Itália e Áustria, países fundadores do Eisstocksport. Um salto e tanto para jogadores que começaram no esporte há 15 anos e disputam competições internacionais desde 2007. 

"Desde a primeira vez que jogamos o Mundial, em 2007, a gente olhava as finais e era um sonho para nós chegar entre os quatro melhores e participar desse evento à parte. É o evento mais importante do esporte no mundo, que reúne o maior público que o Eisstock pode ter. Sempre foi um sonho estar lá e este ano a gente concretizou", comenta Samuel Böhm, um dos atletas da equipe masculina.

Além dele, o time contou com Sergio e Augusto Böhm, Eduardo Schuster e Luiz Eduardo Kaufmann e conseguiu fazer a melhor campanha do país no Mundial. Com 31 pontos em 44 possíveis, a seleção brasileira ficou na quarta posição e garantiu a vaga à semifinal contra a Itália. Na segunda fase, porém, os italianos venceram os dois jogos e eliminaram o Brasil. A Alemanha foi a campeã ao derrotar a Áustria na decisão. 


Na disputa feminina na competição por equipes, as brasileiras terminaram na oitava posição com apenas uma vitória em 14 jogos. A seleção jogou com Ana Weber, Laura Pretzel, Tais Rex, Marcia Reis e Ana Carolina Weber. A Áustria foi a campeã ao derrotar a Alemanha na decisão - as italianas ficaram na terceira posição. 

Na categoria individual, Eduardo Schuster foi o primeiro brasileiro presente na final da competição. Ele terminou na 12ª posição com 576 pontos na somatória das quatro passagens (148+176+129+123). Samuel Böhm foi o 15º na classificatória com 278 e Sergio Böhm foi o 22º com 250 em duas passagens - Thomas Fuchs, da Áustria, ficou com a medalha de ouro ao conseguir 706 pontos. 

Entre as mulheres, Marcia Reis repetiu o feito e terminou na sétima posição com 592 pontos (144+167+141+140). Já Laura Pretzel, outra representante do Brasil na disputa feminina, foi a 15ª com 216 pontos em duas passagens - Simone Steiner, da Áustria, foi a vencedora com 698 pontos no total. 

Por fim, na categoria "individual por equipe" (prova em que o Brasil foi prata em 2014), o time masculino (Eduardo Schuster, Sergio, Augusto e Samuel Böhm) terminou na quinta posição com 290 pontos em duas passagens (152+138) - Alemanha venceu com 350 pontos. Já o time feminino (Ana Carolina Weber, Tais Rex, Marcia Reis e Laura Pretzel) ficou na quarta posição com 248 pontos (129+119), apenas cinco atrás da Eslovênia - a Áustria foi a campeã com 287. 

Ainda que a medalha não tenha vindo, foi a primeira vez que a delegação brasileira conseguiu ficar entre os melhores do Mundial de Eisstocksport em todas as categorias. Além disso, a Federação Gaúcha Desportiva de Eisstocksport (FGDE) conseguiu mandar 23 pessoas em Amstteten entre atletas e familiares - a maior equipe brasileira na história. 

Equipe júnior dá show e é bronze

Equipe brasileira ficou na terceira posição no "Individual por equipes" (Reprodução)

Se o pódio não veio na categoria adulta, a equipe brasileira júnior garantiu a medalha de bronze no "individual por equipe" sub-19 ao somar 241 pontos (116+125) nas duas passagens, atrás apenas da Áustria, campeã, e da Alemanha, vice. O time nacional era composto por Igor Simianer, Luis Eduardo Kaufmann, Ana Carolina Weber e Laura Pretzel. 

Os atletas brasileiros ainda ficaram próximos de mais uma medalha na disputa por equipes. O país obteve 16 pontos em 22 possíveis e terminou empatado com a Lituânia na terceira colocação. Porém, no critério de desempate, os lituanos levaram vantagem no coeficiente (divisão do número de pontos marcados pelos pontos sofridos) e conquistaram o bronze - Alemanha conquistou o ouro e Áustria a prata. 

O Brasil, com os mesmos atletas, ainda disputou o "individual por equipe" sub-23 e terminou na quinta posição com 228 pontos (94+134) - o título ficou com a Áustria. Já nas provas individuais, nenhum brasileiro passou à decisão. Luis Eduardo Kaufmann foi o melhor no sub-19 (cuja competição é mista) ao terminar na 14ª posição com 213 pontos (87+126). No sub-23, Igor Simianen foi o 21º entre os homens com 180 (76+104). Já Laura Pretzel foi a 13ª entre as mulheres com 203 (90+113). 

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