Chiara Marano tenta, mas Brasil fica sem vaga no esqui alpino feminino

Chiara Marano (divulgação)

Foi uma corrida contra o tempo para buscar um verdadeiro "milagre". Entre 18 e 19 de janeiro, a brasileira Chiara Marano participou de três provas de Slalom Gigante como a última cartada por uma vaga aos Jogos Olímpicos de Inverno, em fevereiro. Infelizmente, ela não obteve sucesso e o Brasil, pela primeira vez desde 1998, não terá uma representante feminina no esqui alpino em PyeongChang. 

Na quinta-feira, dia 18, Chiara competiu em duas corridas em St. Lambrecht, na Áustria. Na primeira, a brasileira foi a 37ª com 2min15seg77 e 163.79 pontos FIS - a austríaca Melanie Niederdorfer venceu com 1min58seg60 e 21.91 pontos. Na sequência, a brasileira foi a 35ª novamente com 2min15seg77 e 152.99 pontos FIS - Michelle Niederwieser, também da Áustria, foi a vencedora com 1min59seg68 e 21.24 pontos. 

No dia seguinte, 19 de janeiro, Chiara Marano já estava em Cerkno, na Eslovênia, para mais uma tentativa. Ela foi a 37ª colocada com 1min59seg58 e 159.14 pontos FIS - Hannah Saethereng, da Noruega, foi a mais rápida com 1min43seg92 e 11.46 pontos. Uma segunda prova de Slalom Gigante estava programada no local, mas foi cancelada pela organização. 

O período pré-olímpico no Esqui Alpino termina neste domingo, 21 de janeiro. Para garantir o índice B em PyeongChang, Chiara precisava de cinco marcas abaixo dos 140 pontos FIS para obter uma cota para o Brasil - o que ela não conseguiu em nenhuma corrida nesta temporada. Além dela, Isabella Springer também não obteve sucesso nessa busca e o Brasil está oficialmente fora da disputa olímpica entre as mulheres em 2018. 

Ficar sem uma representante mulher após 20 anos é ruim, sem dúvida - ainda mais para esportes em que cada participação em eventos internacionais é uma forma de garantir sua própria sobrevivência. A questão é que o Brasil nunca teve várias atletas no esqui alpino e, neste ciclo olímpico, houve um hiato de três temporadas sem competidoras após a aposentadoria de Maya Harrisson. 

A primeira na fila, por assim dizer, era a própria Chiara Marano, mas a jovem se dedicou aos estudos na universidade. Esmeralda Alborghetti, jovem promessa do país, conviveu com lesões nos joelhos não conseguiu manter uma sequência de competições. Já Isabella Springer, a mais nova, só pôde competir no circuito apenas nesta temporada. Dessa forma, mais do que chorar a ausência, é trabalhar  e garantir condições para que em 2022 o país possa voltar à disputa feminina dos Jogos Olímpicos. 

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