Hora de refazer as contas! As vagas olímpicas do Brasil em 2018

Isadora Williams é a primeira brasileira classificada aos Jogos de PyeongChang (Divulgação/Edea Skates)

Hoje o Brasil Zero Grau completa cinco anos, ao mesmo tempo em que a temporada olímpica nos esportes de neve está prestes a começar com a abertura da Copa do Mundo de Esqui Alpino no fim de outubro. Para celebrar esta data, é hora de refazer as contas e relembrar quais esportes o Brasil ainda tem chances de garantir a classificação aos Jogos de Inverno de PyeongChang, em 2018. 

Até o momento, apenas uma atleta está confirmada na disputa. Isadora Williams conseguiu a classificação à patinação artística no Troféu Nebelhorn, em setembro, e será a representante brasileira na competição. Outros atletas estão bem próximos da vaga, como o quarteto do bobsled e a Isabel Clark no snowboardcross. Confira a situação de cada modalidade que o Brasil ainda tem chance de garantir a classificação olímpica:  

Esqui Alpino

O Brasil já tem uma cota garantida no esqui alpino masculino - resta saber apenas qual será o atleta. O favorito à vaga é o jovem Michel Macedo, 19 anos. Com o bom desempenho nas provas de velocidade, Michel Macedo ocupa a 383ª colocação no downhill e a 470ª no Super G e, dessa forma, está atingindo o índice olímpico A (terminar no top 500 do ranking internacional) e se credenciando a competir em todas as corridas do cronograma olímpico. Guilherme Grahn já garantiu o índice olímpico B (média de 140 pontos FIS) nas provas técnicas (slalom e slalom gigante), mas o critério de classificação da CBDN dá preferência aos atletas com índice A. Nessa temporada o Brasil ainda tentará o índice B com as mulheres. Isabella Springer e Chiara Marano serão as representantes do país. Elas têm até 21 de janeiro para conquistarem essa marca. 

Esqui Cross-Country

O Brasil já tem dois índices B garantidos: um masculino e um feminino. Entre os homens, cinco atletas detém a marca que credencia aos Jogos Olímpicos (300 pontos FIS). A vaga ficará com o líder do ranking nacional no dia 22 de janeiro. Atualmente, essa posição é ocupada pelo jovem Victor Santos, 20 anos. Entre as mulheres, quatro atletas já detêm o índice B e a liderança nacional é da experiente Jaqueline Mourão, 41 anos. Entretanto, ela está próxima de atingir o índice olímpico A no esqui cross-country (top 300 do ranking e abaixo de 120 pontos FIS). Se ela conseguir, pode abrir uma segunda vaga feminina para o Brasil. Bruna Moura e Mirlene Picin, respectivamente a segunda e terceira colocadas no ranking nacional, duelariam por essa cota extra (atualizando: no ranking nacional, Mirlene Picin é a segunda e Bruna a terceira colocada atualmente)

Snowboard

São 30 vagas disponíveis para as mulheres no snowboardcross feminino e apenas um desastre tira a classificação olímpica da brasileira Isabel Clark na modalidade. Ela já cumpriu todas as exigências mínimas (top 30 em alguma etapa da Copa do Mundo e 100 pontos FIS em provas oficiais) e está entre as 30 melhores do ranking internacional com tranquilidade. Se ela mantiver o seu desempenho nesta temporada, só uma lesão poderá tirá-la da competição olímpica em fevereiro de 2018. 

Biatlo 

Diferentemente do snowboardcross, apenas uma combinação improvável de resultados garantirá o Brasil no Biatlo dos Jogos Olímpicos de 2018. Gabriela Neres e Bruna Moura representaram o Brasil na disputa feminina neste ciclo olímpico, enquanto que Leandro Lutz, Caio Moreira e Lucas Martins competiram entre os homens no mesmo período. Contudo, nenhum deles conseguiu participar de uma etapa da Copa do Mundo da modalidade (evento que distribui grande parte dos pontos no ranking internacional) e tampouco chegaram perto do índice exigido pela IBU. Dessa forma, só um milagre garantirá uma das seis vagas restantes para o Brasil. 

Esqui Livre

No Esqui Livre a situação também é difícil. O trágico acidente de Lais Souza fez a CBDN repensar o planejamento para o esqui aerials feminino. Atualmente, a equipe de alto rendimento da modalidade possui três brasileiras, mas nenhuma estreou no circuito internacional (provavelmente disputarão alguns torneios nesta temporada). Se uma delas garantir a classificação, ótimo, mas o foco realmente está no próximo ciclo olímpico. No aerials, o atleta deve terminar no top 30 em uma etapa da Copa do Mundo e conquistar 80 pontos FIS em uma prova internacional para se credenciar à disputa olímpica. São 25 vagas disponíveis. 

Bobsled 

Pela primeira vez na história o bobsled brasileiro deve ter uma classificação olímpica tranquila no 4-man. O país ocupa a 17ª colocação no ranking internacional da modalidade e trinta trenós participarão dos Jogos de PyeongChang. Além disso, o Brasil está próximo de também classificar uma dupla masculina pela primeira vez na história. Atualmente, Bindilatti é o 32º no ranking e Cristiano Paes é o 35º e, neste momento, estão garantindo duas cotas para o país! Já no bobsled feminino, Heather Paes é a 36ª colocada e a primeira na lista de realocação. A temporada olímpica do bobsled começa em novembro e os pontos serão computados até 14 de janeiro de 2018. 

Skeleton

O Brasil possui um único atleta que tentará a vaga no Skeleton. Gui Pádua, ex-campeão mundial de paraquedismo, estreou na temporada passada e segue na luta pelo sonho olímpico. A classificação é idêntica ao bobsled masculino: 30 atletas, com três países levando três competidores, seis com dois atletas e o restante com um atleta até completar o número de vagas. Gui, atualmente, é o 148º colocado com nenhum ponto conquistado. A última vaga, no momento, está com o 62º, que tem 286 pontos. Resumindo: Gui Pádua terá que competir bastante e conquistar excelentes resultados para garantir a vaga. 

Um comentário:

  1. Um cenário mundial bem competitivo, principalmente por não termos tradição nos esportes de inverno. Toda sorte do mundo aos nossos atletas na corrida pelo índice.

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