Boletim Curling #3 - Federação democratiza qualificação olímpica

Congresso da WCF em Bled, na Eslovênia (WCF/Christopher Hamilton)

No último fim de semana, entre 14 e 16 de setembro, as 56 nações filiadas à Federação Mundial de Curling estiveram presentes em Bled, na Eslovênia, para o sexto Congresso Anual da modalidade. Com aprovação da maioria dos presentes, a entidade decidiu dar um passo a mais para o desenvolvimento do curling em todo o mundo. 

A principal novidade, já a partir desta temporada, é o aumento no número de participantes do Mundial por equipes de 12 para 13 seleções. Dessa forma, a região da Ásia/Pacífico ganha uma terceira cota na competição - não foi dessa vez que o Brasil conseguiu pleitear uma vaga exclusiva para a América Latina.

(atualizando: se não conseguiu a vaga direta, o Brasil poderá brigar pela vaga em uma qualificação do Mundial, que será criado em 2019. Isso quer dizer que o terceiro time das Américas - Brasil, México ou Guiana - lutará por mais duas vagas contra países da Europa e Ásia. Obrigado, Sergio Vilela, pela correção!)

Contudo, o país, representado pelo atleta Sergio Mitsuo Vilela, também recebeu uma boa notícia durante o Congresso. Para os Jogos Olímpicos de 2022, a Federação Mundial de Curling aprovou um evento de pré-qualificação por equipes para a repescagem olímpica que será aberto a todos os membros filiados. Dessa forma, a equipe brasileira pode brigar por uma vaga em Pequim-2022 sem ter que derrotar os Estados Unidos no America's Challenge


Atualmente, oito das dez vagas olímpicas são definidas no Mundial e as duas cotas restantes são determinadas na repescagem disputada por nações que participaram de, pelo menos, uma edição do Mundial de Curling durante o ciclo olímpico. A partir de 2022, os países que não conseguirem participar de uma edição do Mundial participarão da pré-qualificação para determinar novos classificados à repescagem - o número de vagas disponíveis ainda não foi definido. 

"Estou satisfeita em ver as nossas associações aumentarem o Mundial de Curling e tornarem o caminho para os próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos o mais competitivo, justo e aberto possível", afirmou Keith Caithness, presidente da Federação Mundial de Curling. 

Já a disputa de Duplas Mistas, categoria que mais cresceu nos últimos quatro anos, segue com o mesmo modelo de classificação olímpica, com as oito vagas definidas de acordo com as posições dos países nos Mundiais - embora houvesse uma movimentação para também alterar esse sistema. 

Entidade cria World Series de Curling

A Federação Mundial de Curling também anunciou a criação de uma nova competição internacional no esporte: o World Series. A competição vai começar na temporada 2018/2019 e é uma parceria da entidade com a empresa chinesa Kingdomway Sports, que vai investir mais de US$ 10 milhões na iniciativa. 

O novo torneio terá quatro etapas: a primeira será na Ásia/Pacífico, a segunda na Europa, a terceira na América e uma fase final com os melhores times da competição. Por força de contrato, a primeira e última etapas serão realizadas na China. O formato, regulamento e número de participantes serão definidos ao longo desta temporada.

"A Kingdomway Sports é uma empresa chinesa com o objetivo de promover o esporte. É uma honra ser o parceiro na estreia do World Series de Curling. Acreditamos profundamente que, ao lado da Federação Mundial de Curling e da Associação Chinesa de Curling, podemos contribuir e promover o esporte não só na China, mas em todo o mundo", concluiu Wu Lei, CEO da Kingdomway Sports. 

Outras decisões tomadas na Assembleia Geral da Federação Mundial de Curling de 2017:

  • Alinhamento das regras antidoping e de manipulação de resultados da Federação Mundial de Curling com as determinações do COI.
  • Alteração da Free Guard Zone de quatro para cinco pedras. Ou seja, nenhuma pedra entre a hog line e a tee line poderá ser tocada até que a quinta pedra do end seja jogada. 
  • Guiana e México tornam-se membros provisórios (último passo para se associar à WCF), enquanto que Afeganistão, Quirguistão, Portugal e Arábia Saudita são os novos membros condicionais (primeiro passo para associação). 


World Curling Tour

A semana 6 do World Curling Tour teve três eventos menores no Canadá. O HDF Insurance Shoot-Out foi realizado em Edmonton e disputado apenas pelas mulheres. A equipe de Eve Muirhead, da Escócia, foi a campeã ao derrotar Anna Hasselborg, da Suécia, por 7 a 5 no extra end, 

Já no torneio AMJ Campbell Shorty Jenkins Classic, realizado em Cornwall, o time canadense Brad Jacobs, vencedor em 2013 e 2014, voltou a conquistar o título masculino ao derrotar seu compatriota Mike McEwen por 3 a 1 na decisão. No feminino, o troféu ficou com a norte-americana Jamie Sinclair, que venceu o time de Krista McCarville por 6 a 5. 

Por fim, no King Cash Spiel, o canadense Sean Geall foi o campeão masculino ao vencer o seu compatriota Dean Joanisse por 6 a 5 na decisão. Já entre as mulheres, outro duelo canadense: Sarah Wark levou a melhor e derrotou Kesa Van Osch por 5 a 3 na final. 

O World Curling Tour prossegue nesta semana, com mais quatro eventos menores no Canadá (um deles apenas feminino e os outros três para ambos os gêneros). Além disso, acontecem duas competições no tour de Duplas Mistas: o CCT Tallinn, na Estônia, e o Service Experts Mixed Doubles Classic, no Canadá.

Eve Muirhead conquistou um dos troféus nesse último fim de semana (Divulgação/World Curling Tour)

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