Com presença brasileira, Lahti organiza Mundial de Esqui Nórdico

Martin Sundby chega ao Mundial como líder do ranking (NordicFocus)

Depois do esqui alpino e do biatlo, chegou a vez das modalidades nórdicas de neve organizarem o seu Mundial nesta temporada. Os atletas de esqui cross-country, esqui saltos e combinado nórdico desembarcam em Lahti, na Finlândia, para o início da competição. A cerimônia de abertura e as primeiras provas serão nesta quarta-feira, 22 de fevereiro. 

No total, serão 21 disputas de medalhas até o encerramento do Mundial, em 5 de março. O esqui cross-country corresponde a mais da metade da competição, com 12 provas diferentes (sendo quatro por equipe). O combinado nórdico, por sua vez, segue exclusivamente para homens e tem "apenas" quatro disciplinas. 

Com a edição deste ano, Lahti ratifica sua posição de "lar" do esqui nórdico e organiza seu sétimo Mundial. Conhecido pela prática de esqui cross-country e esqui saltos, a cidade finlandesa organizou a segunda edição do torneio em 1926 e, de lá para cá, foi sede também em 1938, 1958, 1978, 1989 e 2001. 

Os atletas da Finlândia, por competirem em casa, possuem boas chances de superar a campanha no Mundial de Esqui Nórdico em 2015 - na ocasião, o país conquistou apenas uma medalha de bronze no revezamento feminino do esqui cross-country. Krista Parmakoski e Matti Heikkinen, no esqui cross-country, são os principais nomes da torcida local. 

Ainda no cross-country, a Noruega é a força dominante na modalidade, puxado pelo bom desempenho de Martin Sundby, Heidi Weng e Marit Bjoergen. Esta última, aliás, é maior campeã do Mundial com 14 ouros e 22 medalhas no total. No esqui saltos, as japonesas Sara Takanashi e Yuki Ito são as favoritas entre as mulheres, enquanto que o polonês Kamil Stoch, o austríaco Stefan Kraft, o norueguês Daniel Tande e os irmãos Domen e Peter Prevc, da Eslovênia, devem polarizar a disputa. Por fim, os atletas da Alemanha devem dominar os pódios do Combinado Nórdico. 

Copa do Mundo de Esqui Cross-Country


Marit Bjoergen, aliás, chega em alta para a edição desta temporada. Ela venceu a prova dos 10km estilo clássico na última etapa da Copa do Mundo de Esqui Cross-Country antes do Mundial Nórdico - as provas foram realizadas em Otepää, na Estônia. 

Com o tempo de 29min59seg0, ela ficou à frente da sueca Charlotte Kalla, prata, e da também norueguesa Heidi Weng, bronze. No sprint feminino, a sueca Stina Nilsson foi a campeã, com as norueguesas Maiken Falla e Heidi Weng na segunda e terceira posições. No ranking, Weng segue tranquila na liderança com 1651 pontos, contra 1285 de sua compatriota Ingvild Oestberg. 

No masculino, Johannes Klaebo, da Noruega, conquistou sua primeira vitória na Copa do Mundo ao vencer a prova de sprint masculino - o também norueguês Finn Krogh ficou em segundo e o russo Sergey Ustiugov completou o pódio. Já na prova dos 15km em técnica clássica a vitória foi de Martin Sundby com 40min38seg2, à frente do finlandês Iivo Niskanen e o norueguês Hans Holund foi o terceiro. No ranking, Sundby é o líder com 1448 pontos, contra 1064 de Ustiugov. 

E o Brasil? 

A equipe brasileira vai participar com uma delegação de cinco atletas no esqui cross-country: Jaqueline Mourão, Mirlene Picin e Bruna Moura competem entre as mulheres e Leandro Lutz e Victor Santos são os representantes no masculino. A estreia do Brasil vai ser já nesta quarta-feira, dia 22, na corrida classificatória para as provas de distance

Bruna e Mirlene correm nos 5km em técnica clássica, enquanto Leandro e Victor participam dos 10km. Apenas os dez primeiros de cada prova avançam para a disputa dos 10km e 15km distance do Mundial de Esqui Nórdico. Jaqueline Mourão, por sua vez, já possui o índice e está garantida na categoria - ela também compete nos 30km de largada coletiva. Na quinta-feira, 23 de setembro, os cinco atletas brasileiros ainda participam da prova de sprint em técnica livre. 

"Chegamos a este Mundial com uma delegação forte, sendo dois no masculino e três no feminino, e todos com índice B olímpico. Esta edição é especial, pois já consegui o índice de pré-qualificação para a final dos 10km. O Mundial é sempre um grande desafio, nível altíssimo. Espero representar bem o Brasil", comentou Jaqueline Mourão ao site da CBDN. 

Bruna Moura é uma das integrantes da equipe brasileira (Reprodução)

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