Equipe paralímpica de inverno do Brasil tem agenda cheia em 2017

Equipe inteira do Brasil com treinadores e colegas de treino (Reprodução)

Fernando Aranha e André Cintra, pioneiros do Brasil no esporte paralímpico de inverno, não estão mais sozinhos. A partir desta temporada eles têm a companhia de mais dois atletas: Thomaz Moraes e Aline Rocha. Ambos competem no esqui cross-country adaptado e concorrem por uma vaga nos Jogos Paralímpicos de Pyeongchang, em 2018. 

Thomaz Moraes é natural de Jundiaí (SP) e descobriu o rollerski no PEAMA (Programa de Esporte e Atividades Motoras Adaptadas), uma iniciativa bem bacana que é parceira do Projeto Ski na Rua, do atleta olímpico Leandro Ribela. Já Aline, natural de Pinhão (PR), é fundista e esteve presente nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, competindo nos 1500m, 5000m e na maratona da categoria T54 (cadeirantes). 

"Observando atletas da minha categoria dos EUA, Rússia e Japão, percebemos que boa parte migra para o esqui cross-country durante a temporada de inverno. As duas modalidades se assemelham em diversos aspectos técnicos. A prática poderá contribuir para o meu desempenho físico na corrida e ajudar a difundir os esportes paralímpicos de neve no Brasil", explica Aline Rocha, que embarcou na empreitada ao lado do técnico Fernando Orso. 


Pàrte da equipe brasileira de cross-country (Divulgação/CPB)
Em dezembro a equipe brasileira paralímpica de esqui cross-country esteve na Suécia para um período de treinamentos. Thomaz, inclusive, participou de duas corridas em Älvdalen entre os dias 10 e 11 de dezembro. Na primeira, uma prova de 5km em técnica livre, ficou na 42ª posição com o tempo de 42min03seg1. Depois, nos 5km em perseguição na técnica clássica, foi o 43º com 18min38seg. 

A partir de janeiro eles retornam à Europa para dar sequência à preparação. Thomaz e Aline precisam fazer a classificação funcional e irão participar de novas sessões de treinamentos. Entre 11 e 16, eles ainda competem na etapa da Copa do Mundo de Esqui Cross-Country adaptado em Lviv, na Ucrânia. 

"O mais importante nesse momento é a participação. Nesta Copa do Mundo teremos parâmetros para avaliar o que será necessário para obter o índice paralímpico até o final de 2017 e o que precisamos aprimorar para, assim, representar da melhor forma possível o nosso país na Coreia do Sul", complementa Aline. 

No snowboard, André Cintra terá um calendário mais concorrido. Entre 9 e 21 de janeiro ele participa de treinamentos na Europa e compete na etapa da Copa do Mundo em La Molina, na Espanha. Depois, entre 30 de janeiro e 8 de fevereiro, participa do Mundial da modalidade em Big White, no Canadá. Por fim, entre 8 e 13 de março, mais uma etapa da Copa do Mundo de Snowboard adaptado, dessa vez em Pyeongchang, na Coreia do Sul. 

O ano de 2017 é pré-olímpico para os Jogos Paralímpicos. A expectativa do Comitê Paralímpico Brasileiro e da CBDN é levar mais atletas e conquistar resultados melhores do que os obtidos em Sochi, em 2014.

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