Cross-country paralímpico do Brasil encaminha duas vagas em 2018

Thomaz Moraes (Reprodução)

A equipe brasileira de esqui cross-country paralímpico esteve presente em Western Center, na Ucrânia, para a disputa da Copa do Mundo Nórdico. As provas aconteceram entre 13 e 16 de janeiro e os atletas já encaminharam duas vagas para os Brasil nos Jogos de Pyeongchang, em 2018.  

Fernando Rocha, na categoria LW 11.5 sitting, e Thomaz Moraes, na categoria LW 8 standing, foram os responsáveis pelos feitos. Ambos competiram em três provas (uma de sprint e duas de distance) e conseguiram atingir o limite exigido pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC). 

Atleta mais experiente da equipe brasileira de cross-country paralímpico e presente em Sochi, Fernando conseguiu o melhor resultado no sprint clássico ao terminar na 16ª posição com 3min48seg86 e 145.23 pontos na corrida (abaixo da marca de 180 pontos estabelecida pelo IPC) - o vencedor foi o ucraniano Maksym Yarovyi.

Fernando Aranha também foi o 15º nos 15km em técnica livre, com 1h00min37seg6 e 192.71 pontos na corrida (a vitória foi do sul-coreano Eui Hyun Sin com 45min53seg3). Por fim, ele ficou em 22º nos 5km em técnica clássica com 43min01seg0 e 814.76 pontos (certamente ele enfrentou problemas durante a corrida). Hyun Sin venceu novamente com 18min14seg6. 

Já Thomaz, competindo na categoria em pé, também teve seu melhor resultado no sprint clássico ao terminar em 13º, com 4min12seg03 e 118.03 pontos na corrida (também dentro do limite estabelecido pelo IPC). Grygorii Vovchynskyi, da Ucrânia, foi o mais rápido na bateria decisiva. 

O brasileiro também foi o 16º nos 20km em técnica livre com 1h16min03seg7 e 199.32 pontos - Ihor Reptyukh, também da Ucrânia, venceu com 57min05seg7. Já nos 10km em técnica clássica ele repetiu a 16ª posição, com 34min25seg6 e 187.95 pontos - Reptyukh venceu novamente com 26min12seg9. 

Além da disputa masculina, o Brasil também estreou entre as mulheres no circuito internacional do cross-country paralímpico. Aline Rocha, 25 anos, tetracampeã da São Silvestre e presente nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, resolveu experimentar o cross-country inspirado no colega Fernando Aranha. 

Aline Rocha (Reprodução)
"Além de poder me tornar a primeira mulher no esporte de inverno, penso que, assim como Fernando Aranha foi importante para despertar o interesse nos esportes de inverno em mim, acredito que muitos brasileiros e brasileiras poderão se motivar. Eu quero poder dizer que é possível treinar na neve sem estar na neve, mas meu grande sonho agora é dizer que podemos ser campeões na neve, mesmo morando em um país sem neve. O desafio é muito grande, quem sabe o próprio esporte paralímpico possa contribuir para o desenvolvimento do esporte olímpico de neve como um todo", afirmou Aline à CBDN. 

Presente na categoria LW 11 sitting, a jovem também participou de três provas em sua estreia. O melhor resultado foi nos 12,5km em técnica livre: ela terminou na 10ª posição com 56min57seg6 e 192.61 pontos - Andrea Eskau, da Alemanha, venceu com 43min07seg1. No sprint clássico Aline foi a 12ª e conquistou 198.71 pontos - a vencedora novamente foi Andrea Eskau, da Alemanha. Já nos 2,5km em técnica clássica a brasileira foi a 13ª com 18min08seg5 e 457.48 pontos - Eskau conquistou seu terceiro ouro com 10min17seg6. 

Agora, a equipe brasileira de cross-country paralímpico segue na Europa e participa de training camps e períodos de adaptação à neve em Ramsau am Dachstein, na Áustria. O objetivo, claro, é classificar os três atletas para os Jogos Paralímpicos de Inverno em Pyeongchang. 

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