Seleção brasileira de hóquei faz treinamento no inline e no gelo

Cartaz que promove os treinamentos de hóquei inline (Reprodução/Facebook)

Foram dois fins de semana seguidos de muito treinamento, concentração e dedicação por parte da elite do hóquei brasileiro. Depois de participarem de uma clínica inline em Contagem, Minas Gerais, os principais jogadores do país estão em São Paulo para uma avaliação de hóquei no gelo que definirá a seleção brasileira no Pan-americano da modalidade de 2016.

A rotina de treinos começou entre 30 de abril e 1º de maio na cidade mineira. No total, 40 atletas de oito estados brasileiros desembarcaram lá para um projeto audacioso: representar o Brasil no Mundial de Hóquei Inline IIHF de 2017, na Eslováquia. Para isso, resolveram montar uma seleção permanente com veteranos e novatos para promover a troca de experiências e um entrosamento entre o grupo. 

Já experientes com a camisa amarelinha, Xande Guilardi e Luiz Fernando são os responsáveis por este ideia ousada. Além disso, o norte-americano Skyler Hoar, ex-atleta da seleção dos Estados Unidos, já foi nomeado como o técnico do Brasil na competição e deve monitorar de perto as outras atividades que devem acontecer nos próximos meses. 

Contudo, segue também o planejamento da CBDG para a adaptação desses mesmos atletas para o gelo. Após a confirmação da terceira edição do Pan de Hóquei no Gelo (entre 6 e 12 de junho, no México), a entidade organiza neste fim de semana uma clínica com pré-convocados no rink fixado no Shopping Continental, em São Paulo.

O objetivo é identificar atletas com potencial neste tipo de piso para montar uma seleção forte. A coordenação segue com Alexandre Capelle, responsável técnico de hóquei no confederação, e Jens Hinderlie, treinador do time no Pan de 2015 - quando o país conquistou uma inédita medalha de bronze. A convocação final deve sair nos próximos dias e será divulgada pela CBDG em seus canais oficiais. 

Ainda sobre o Pan, a única notícia triste é que, mais uma vez, o Brasil não conseguirá levar uma equipe feminina para a disputa. A entidade não conseguiu encontrar 16 atletas dispostas a arcar com alguns custos de viagem (como prevê o comunicado divulgado aos competidores e técnicos). No ano passado, cinco desbravadoras foram até o México e competiram com atletas da casa em um time misto. Não duvido que isto se repita novamente agora.

Em todo o caso, o hóquei, seja inline ou no gelo, segue dando passos importantes em seu estabelecimento e evolução. A modalidade possui grande potencial e deve aproveitar todas as oportunidades que tem para competir, aparecer e sonhar! 

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