Suíça e Japão fazem a final do Mundial feminino de Curling

Franziska Kaufman, da Suíça (WCF/Michael Burns)

Suíça e Japão realizam neste domingo, a partir das 15h no horário local (18h no Brasil), a decisão do Mundial de Curling feminino de 2016. A competição aconteceu ao longo desta semana em Swift Current, na província de Saskatchewan, no Canadá. Rússia e Canadá duelam pela medalha de bronze cinco horas antes. 

(Em tempo: é preciso fazer um mea-culpa aqui. O objetivo do Brasil Zero Grau era realizar uma cobertura diária sobre o principal torneio de seleções do curling, mas motivos pessoais durante esta última semana impediram a dedicação necessária para realizar matérias com a qualidade necessária que este evento pede. O Surto Olímpico e o Twitter Os Olímpicos trouxeram todos os detalhes do dia a dia da competição). 

Atual bicampeã do Mundial feminino de Curling e com três títulos nos últimos quatro anos, a Suíça mostrou ao longo do torneio o porquê desse retrospecto. Sob o comando da skip Binia Feltscher (campeã em 2014), o país europeu venceu nove jogos e perdeu apenas dois na primeira fase, terminando empatado na liderança com as surpreendentes japonesas - que também obtiveram incríveis nove triunfos.

Assim, as duas equipes se enfrentaram no playoff que definiria quem avançava direto para a final e quem disputaria a semifinal com o vencedor do jogo entre o terceiro e quarto colocados. Nesta situação, vantagem para a experiência e tradição das suíças. Elas venceram o Japão por 8 a 4 e confirmaram a classificação. 

O outro playoff reuniu Rússia e Canadá, que também empataram na terceira colocação com oito vitórias e três derrotas na primeira fase. As russas, que seguem sob o comando de Anna Sidorova, mantiveram o desempenho dos últimos dois Mundiais de Curling e se posicionaram, mais uma vez, entre as quatro melhores seleções do mundo.

Já as canadenses fizeram um jogo de vida ou morte contra as escocesas na última partida da fase de classificação. Se perdesse, o país da América do Norte faria sua pior campanha desde 1999, mas o triunfo de 9 a 4 evitou o vexame e garantiu uma sobrevida para o time comandado por Chelsea Carey. 

Quem vencesse a partida neste sábado de manhã seguiria na briga pelo título. Mesmo com tanta tradição, o Canadá não foi páreo para as russas, que não encontraram dificuldades para vencer por 7 a 4 e, no mesmo dia, disputar uma vaga na decisão contra as japonesas.

Japão e Rússia, que até pouco tempo atrás eram países intermediários na modalidade, duelaram na madrugada de sábado para domingo por uma vaga inédita para ambos na grande final. As duas equipes protagonizaram um duelo equilibrado, mas quando as japonesas abriram 5 a 3 no penúltimo end, a vaga na final parecia encaminhada...

Mas aí entrou o talento e a habilidade de Anna Sidorova. Com uma estratégia perfeita no último end, conseguiu marcar dois pontos na última pedra e levou a semifinal para o end extra. Porém, com a posse do martelo, a seleção asiática conseguiu derrubar a defesa russa, venceu por 7 a 5 e confirmou a vaga na decisão. Assim, pela primeira vez na história, as japonesas conseguem subir ao pódio do Mundial de Curling. 

Às 13h no horário de Brasília, Canadá e Rússia se enfrentam novamente para definir quem fica com a medalha de bronze - as russas tentam ficar no top 3 pelo terceiro ano seguido e as canadenses buscam evitar o vexame de ficarem fora do pódio pela primeira vez desde 2009. Depois, às 18h, Suíça e Japão se enfrentam pela decisão do Mundial feminino de 2016. 

Um comentário:

  1. Nossa, muito lindo, lindo demais, amo assistir a esse campeonato de patinação no gelo, os casais dão um show de emocionar. Vale a pena, muito. Parabéns a todos eles.

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