Brasil leva dois ouros na Copa Patagônica de cross-country

Equipe brasileira no Campeonato Patagônico (Reprodução/Facebook)

Esperei o quanto pôde para ver a organização do Campeonato Infantil Patagônico, tradicional evento de esqui cross-country e alpino voltado para crianças e adolescentes, mas infelizmente os resultados oficiais ainda não saíram. Mesmo assim, posso adiantar que o torneio contou mais uma vez com show dos jovens atletas brasileiros provenientes do Projeto Ski na Rua. 

A competição aconteceu entre os dias 24 e 26 de agosto em Bariloche, na Argentina. Em três faixas etárias disputadas, a equipe do Brasil conquistou nada menos do que quatro medalhas. No sub-12, Rafael Meira foi o grande vencedor da prova, mesmo com pouco tempo de experiência na neve, e viu seu colega Claudio Gustavo Oliveira completar o pódio e conquistar a medalha de bronze. 

No sub-14, o jovem Rhaick Bonfim mais uma vez não deu chances para os rivais e conquistou mais uma medalha dourada, repetindo o feito do ano anterior, quando derrotou os rivais mesmo com três dias de vivência na neve. De quebra, ele ainda foi eleito o melhor esquiador da competição em todas as categorias.

Por fim, Lucas Lima, que segue na briga por uma vaga nos Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno em Lillehammer, no ano que vem, conquistou o bronze na categoria sub-16, fechando com sucesso a participação do Brasil no cross-country do Campeonato Patagônico.

Marca histórica

Lembram da boa participação de Michel Macedo em prova de esqui alpino no resort chileno de La Parva? Pois bem, nesta terça-feira saíram os pontos FIS da prova e a marca obtida pelo jovem brasileiro é a melhor da sua carreira no slalom. 

Ele conseguiu 43.21 pontos FIS, o melhor índice de sua curta carreira nesta categoria e próximo do recorde nacional estabelecido por Guilherme Grahn, no ano passado. De quebra, o fato de ter sido o mais rápido na segunda descida também representou um feito histórico: é a primeira vez que um esquiador alpino do Brasil vence uma manga na Copa Continental. 

"O feito é mais significativo se levarmos em conta que Michel ainda vai completar 17 anos e está apenas em sua segunda temporada na categoria adulta", destacou Stefano Arnhold, presidente da CBDN, ao site da entidade. 

Pelo visto, a briga vai ser intensa na equipe brasileira. Michel e Guilherme estão voando e, para completar, tem a entrada de Nathan Alborghetti na disputa. As marcas do esqui alpino nacional devem abaixar cada vez mais com estes jovens prodígios. 

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