Com 13 anos, Amanda Kalluf tem sonho de gente grande

Amanda Kalluf completa 13 anos hoje (Divulgação)

O que você pediria no aniversário de 13 anos? Smartphone, skate, videogame? Para a brasileira Amanda Kalluf, que atinge esta idade nesta quarta-feira, dia 15, o presente deve vir apenas daqui alguns anos. Isso porque a jovem, que mora nos EUA, quer mesmo é participar dos Jogos Olímpicos de Inverno na patinação artística no gelo. 

Caçula da equipe brasileira na modalidade, ela arrancou elogios de todos após a Clínica realizada pela CBDG em 2014. De lá para cá, passou a integrar a seleção nacional, aumentou o ritmo de treinos e definiu o que quer. 

"Meu sonho é o de qualquer outro atleta. Quero ir para as Olimpíadas e tentar fazer saltos quádruplos, o que é muito difícil para as mulheres", comentou Amanda em entrevista realizada para o Brasil Zero Grau na véspera do Natal de 2014. Aliás, a conversa via skype foi feita antes dela ir a um show de... patinação artística, claro!

O esporte domina sua vida desde quando ela tinha três anos de idade. Foi nessa época que resolveu aprender a patinar apenas com o intuito de frequentar festas de aniversários de amigas - geralmente realizadas em rinks de patinação nos EUA. Até os cinco anos as aulas eram em grupo, mas como a brasileirinha tinha "bons saltos", passou a treinar individualmente com treinadores. 

"Foi tudo indo meio sem querer", confessa Amanda. 

Afinal, patinação artística no gelo não era esporte, mas sim uma diversão. Ela adorava o ambiente, as amizades e a possibilidade de fazer saltos e piruetas. Até que em julho de 2014 a CBDG resolveu reunir os brasileiros que treinam patinação nos EUA para sessões de treinamentos...

Divisor de águas

Este evento realmente marcou a trajetória de Amanda Kalluf. Ao encontrar outros brasileiros que também amavam a patinação e, entre eles, Luiz Manella e Isadora Williams (nomes reconhecidos no cenário internacional), a jovem percebeu que a diversão se transformou em coisa séria. Se ela realmente quisesse continuar neste esporte, era preciso encarar a realidade de um atleta. 

"Foi legal, mas ao mesmo tempo diferente. Eu queria me destacar e sabia que precisava treinar mais. Queria mostrar que também era boa atleta", confirmou. 

Fez mais do que isso: deixou todos boquiabertos com seu talento e seus saltos e passou, quase que instantaneamente a fazer parte da seleção brasileira. A partir daí, houve uma mudança drástica em sua rotina. Ela passou a treinar seis vezes por semana antes de ir para a escola, além, é claro, de realizar atividades fora do gelo no período da tarde, como ballet e alongamento. 

Resumindo: a criança que se divertia se transformou, em poucos meses, em uma grande atleta brasileira. No fim de 2014, conseguiu a classificação para a disputa do torneio internacional de patinação em Tallin, na Estônia, fazendo sua estreia como integrante da equipe brasileira. O desempenho, aliás, foi acima do esperado - o que só a motivou ainda mais. 

Neste ano, subiu para a categoria novice e também representou o Brasil no Chesapeake Open, em junho, novamente com um bom desempenho. Agora, a meta é seguir evoluindo e repetir os passos de seus ídolos: Timothy Goebel, primeiro homem que realizou um salto quádruplo em uma competição, e a brasileira Isadora Williams, sua grande referência atualmente. 

Curitibana!

Apesar de morar nos EUA, Amanda mantém bem forte seu laço com o Brasil. Aliás, ela surpreendeu este repórter na entrevista. Acostumado a entrevistar atletas com sotaque (e não vejo nada demais nisso, pelo contrário), a brasileirinha demonstrou um português impecável, fruto do convívio com os pais, totalmente brasileiros. 

Além disso, ela visita Curitiba com frequência desde os seis meses de idade - a capital paranaense é lar da família dos pais. "E como qualquer outro brasileiro, ela gosta de arroz com feijão e adora brigadeiro", brinca a mãe Ana Cristina. 

Parabéns, Amanda (Divulgação)

Um comentário:

  1. Sou do RS e amo ver o passar da estações. Amo ver e viver o nosso inverno, pena que nos últimos anos ele não tem sido mais assim tão intenso. Mas, vou para a Polônia no final do ano! Comecei a fazer aulas de polonês por skype (que super recomendo pra quem tiver interesse https://preply.com/pt/skype/professores--polonesa) e pretendo saber pelo menos o básico para me virar quando chegar lá... em pleno inverno!

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