A hora e a vez dos garotos na CBDN

Pedro Cavazzoni explica o plano da CBDN (Brasil Zero Grau)

Após os Jogos de Inverno de 1998, no Japão, a CBDN iniciou um trabalho que se assemelhava a uma escada. A meta era, a cada ciclo olímpico, incluir um novo esporte e subir um degrau no cenário internacional. Foi assim até 2014, em Sochi, mas agora este planejamento ficou pequeno para as novas pretensões da entidade.

Agora, com os já famosos business plans, a CBDN espera dar passos mais largos e atingir o respeito internacional daqui dez anos, sobretudo nos Jogos de Inverno de 2026. Estratégias a longo prazo, que envolvem a análise de mais de 300 artigos científicos e análise de 96 mil atletas de todo o mundo, serão os responsáveis por seguir adiante este caminho.

O que poucos sabem, porém, é que foram os jovens atletas que surgiram nos últimos dois anos os responsáveis pela troca de visão da diretoria técnica da confederação de neve. Sem eles, muito provavelmente nada disso teria acontecido.

"Percebemos que ficaria muito difícil encaixar nossos jovens atletas no modelo anterior. Por isso criamos esse novo método para que seja sistemático a revelação de novos talentos e possam chegar a um nível melhor", comentou Pedro Cavazzoni, superintendente técnico da CBDN.

Agora, a meta não é simplesmente colocar modalidades novas aos poucos, mas sim dar condições para que estes novos atletas rompam fronteiras nunca antes imaginadas pelos esportes de neve do Brasil. Guilherme Grahn, por exemplo, está no Top 30 do esqui alpino slalom na sua faixa etária. Lucas Alves é a joia a ser lapidada no snowboard. Caio Moreira e Gabriela Neres colecionam feitos no biatlo. E nem citei ainda Nathan Alborghetti, Michel Macedo, Paulo Santos e por aí vai... 

Para abrigar essa nova geração, o business plan da entidade abriga três pilares principais: um cronograma detalhado para os próximos três ciclos olímpicos, um programa de treinamento desenvolvido em cima das análises de 96 mil atletas e, por fim, um plano de carreira e pós-carreira para todos os competidores. 

"Precisamos criar um modelo para atrair jovens competidores e mostrar que esportes de neve podem representar uma boa oportunidade de futuro. O plano de carreira vai dar suporte educacional, financeira e esportiva para os atletas que integrarem o nosso quadro", continua Cavazzoni. 

O fato é que, pela primeira vez na história, a CBDN possui jovens promissores em grande parte de suas modalidades. Era necessário criar uma estratégia para que estes talentos não fossem desperdiçados por diferentes motivos. Agora, resta aguardar e ver se o projeto realmente sairá do papel para a medalha no peito dos atletas de inverno do Brasil. 

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