Canadá conquista Mundial de Patinação Sincronizada

Time canadense Nexxice leva o ouro (Divulgação/ISU)

Foram três vice-campeonatos mundiais na Patinação Artística Sincronizada, mas a equipe Nexxice, base do "Canadá 1" conseguiu quebrar este tabu e levantou o Mundial da modalidade neste fim de semana. A conquista foi mais especial por ter sido diante dos canadenses que lotaram a arquibancada do ginásio de Hamilton, na província de Ontário. 

O ouro, porém, não foi fácil. Uma diferença de 0.67 pontos separaram a principal equipe canadense da seleção "Finlândia 1", favorita ao título, mas que terminou com a medalha de prata. O primeiro time russo completou o pódio. 

A vantagem foi obtida no programa curto, quando o Canadá conseguiu 71.06 pontos contra 70.39 das finlandesas. No programa longo os dois times conseguiram um empate incrível, com 143.67 na nota. No fim, os 214.73 pontos para Nexxice interromperam a sequência ingrata de vice-campeonatos.

Este é segundo título mundial do time canadense, repetindo o feito de 2009. Aliás, também é o segundo ouro do país da América do Norte. Instituído em 2000, o Mundial vê um domínio das patinadoras finlandesas. Foram nada menos do que oito títulos com três times diferentes! A Suécia, sempre com o Time Surprise, conquistou outros seis ouros. 

A Patinação Sincronizada é avaliada da mesma forma que as categorias olímpicas, com a simples diferença de avaliar também o trabalho em equipe - afinal, no Sênior tem 20 atletas no rink ao mesmo tempo! 

A modalidade surgiu na década de 50, com Richard Porter, para entreter torcedores do time de hóquei no gelo da Universidade de Michigan. Entretanto, a partir da década de 70 o interesse pelo novo esporte cresceu e encontrou sua plenitude na Finlândia, principal país da patinação sincronizada atualmente. 

Neste ano, 25 times de 20 nações diferentes participaram do Mundial. Entre eles, a seleção mexicana, treinada por Elvis Stojko, a equipe espanhola e do Reino Unido. Quem sabe um dia não vemos uma equipe brasileira, não é mesmo? É um sonho antigo de Elena Rodrigues, ex-patinadora do país. Para os sonhos, nada é impossível. 

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