Esforço brasileiro no skeleton

Gustavo Henke cumprimenta o público (Reprodução)

Quatro anos após Emílio Strapasson encarar uma aventura sozinho, o Brasil voltou a competir no Mundial de Skeleton na manhã desta quinta-feira. Gustavo Henke realizou suas duas primeiras descidas na competição que acontece em Winterberg, na Alemanha. 

Porém, como era de se esperar, o brasileiro não passou da 34ª e última posição. Na somatória até a segunda bateria, ele tem 2min01seg20, mais de três segundos de diferença para o penúltimo colocado. O letão Martins Dukurs é o líder provisório, com 1min52seg04 até o momento, seguido por Alexander Tretiakov, da Rússia, e atual campeão olímpico. 

Além da inexperiência no esporte, com menos de dois anos de prática, pesou contra Gustavo outros dois fatores. Primeiro, a troca de trenó. Por melhor que seja este modelo (semelhante ao utilizado pelo Tretiakov), não houve tempo hábil para adaptação. Depois, seu desconhecimento da pista, algo essencial para garantir uma boa pilotagem. 

Isso fez com que as duas descidas fossem arriscadas, deixando os compatriotas do outro lado da telinha com o coração na boca - quem assistiu pelo Sportv viu o jovem atleta escapar em algumas curvas. Felizmente, nada grave e ele está pronto para a segunda parte, nesta sexta-feira.

Os 34 atletas masculinos voltam à pista de Winterberg para a terceira descida, às 7h no horário de Brasília. Os 20 melhores garantem classificação para a quarta e última parte, onde serão conhecidos os três primeiros colocados. 

Dificilmente Gustavo Henke sairá da última posição, mas nesse caso o resultado é o que menos importa no momento. O objetivo é ganhar experiência internacional, fazer intercâmbio e crescer na modalidade. Até porque o foco está nos Jogos Olímpicos de Pyeongchang, em 2018. 

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