Fim de temporada

Flávio Macedo na última etapa (Peter Maurer/Divulgação)

A instabilidade climática pôs um ponto final na temporada dos brasileiros Flávio Macedo e Rafael Manfrinato na Copa do Mundo de luge natural. Os constantes adiamentos, troca de cronogramas e mudança de sedes fez com que eles encerrassem na quarta etapa da competição, em Obdach, na Áustria. 

Inicialmente as provas aconteceriam em Unterammergau, na Alemanha, mas como a pista austríaca foi a única que sobreviveu ao inverno mais quente da Europa em anos, a FIL (Federação Internacional de Luge) levou tanto a Copa do Mundo quanto o Mundial Júnior para lá, apertando o já confuso calendário.  

A etapa começou na sexta-feira com as provas de qualificação. Flávio Macedo conseguiu o 27º tempo com 1min20seg30 e carimbou passagem para a Copa do Mundo. Rafael Manfrinato, que está na sua primeira temporada no gelo, foi o 34º com 1min25seg60 - 39 competidores participaram da tomada de tempos. 

No sábado, Rafael voltou à pista para a Copa das Nações (prova com os atletas que não se classificaram para a Copa do Mundo). Ele foi o nono colocado, com 1min24seg38, na frente de cinco atletas europeus, e somou mais sete pontos para o ranking, totalizando 16 no total - o veterano Anton Blasbichler, da Itália, teve o melhor tempo com 1min14seg41. 

Por fim, no domingo, foi a vez de Flávio Macedo somar pontos para o ranking mundial. O brasileiro fez uma fantástica segunda descida e terminou na 21ª posição, com o tempo combinado de 2min38seg94, na frente de outros quatro competidores da Europa. Assim, ele conseguiu 20 pontos e chegou a 48 no ranking - recorde nacional. 

O austríaco Michael Scheikl fez a alegria da torcida local ao quebrar a hegemonia do italiano Patrick Pigneter e vencer com 2min27seg61, apenas 16 centésimos à frente do rival da Itália. O também austríaco Thomas Schopf completou o pódio.

"Infelizmente devido a problemas de comunicação não poderemos competir nas próximas duas etapas da Copa do Mundo. Fico contente com meus resultados e os do Rafael, mas triste por deixar a temporada duas semanas antes do seu término", escreveu Flávio ao Brasil Zero Grau.

Provas de inverno são assim mesmo: a natureza precisa colaborar para que a organização das provas não entre em parafuso. Flávio e Rafael voltam com a sensação de dever cumprido e já podem planejar o próximo ano!

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