Esporte de risco

Selfie no Mundial: Wesley (Reprodução)

No snowboard slopestyle não há favoritos, nem zebras. O que existe são atletas que conseguem arriscar tudo em um dia e sair ilesos de tombos nos obstáculos da pista. É uma linha tênue entre a derrota e vitória, alegria e tristeza, classificação e eliminação. Nessa gangorra, a brasileira Wesley Huntington apostou suas fichas, mas não conseguiu avançar à final. 

A atleta de 28 anos competiu nesta segunda-feira na qualificação da modalidade no Mundial de Snowboard e Esqui Livre em Kreischberg, na Áustria. Em jogo, duas vagas diretas para a final na sua bateria e outras três para a repescagem. Para isso, ela precisava "do" salto, que teimou em não aparecer hoje. 

Foram duas apresentações e duas quedas. Na primeira, a nota de 1.66 pontos reflete a queda. Na segunda descida era o tudo ou nada e Wesley mais uma vez não conseguiu mostrar tudo o que sabe: 3.66 pontos, o suficiente para dar a 15ª posição, à frente da eslovena Cilka Sadar, que também sucumbiu à pista austríaca. 

Uma pena, pois Wesley é uma atleta talentosa e poderia até mesmo brigar por esta vaga na repescagem, pelo menos. A maior nota do dia foi da suíça Sina Candrian, com 94.33 pontos, seguida pela canadense Jenna Blasman, com 87.33. 

Entre os homens, a primeira posição na classificação foi do finlandês Roope Tonteri, com 93.66 pontos. O norte-americano Kyle Mack ficou na segunda posição, com 88.66 e o sueco Mans Hedberg foi o terceiro, com 87.33. 

O Brasil encerra sua participação no Mundial de Snowboard e Esqui Livre, mas a competição prossegue na Áustria. Nesta terça-feira temos provas de esqui slopestyle. As finais desta categoria do snowboard acontecem na quarta-feira. 

Moguls

Mais uma selfie, da equipe canadense de Moguls (FIS/Buchholz)

No domingo e segunda-feira aconteceram as provas de single e dual moguls de esqui livre. Como era de se esperar, o domínio foi da América do Norte. 

A única medalha de ouro que não foi para o continente foi na disputa do single moguls masculino no domingo. O francês Anthony Benna conseguiu 86.89 pontos na sua apresentação e ficou à frente do canadense Mikael Kingsbury, favorito que teve que se contentar com a prata ao marcar 86.54. O russo Alexandr Smyshlyaev completou o pódio com 85.68. 

No feminino, o Canadá venceu com Justine Dufour-Lapointe. A jovem sobrou na disputa e venceu com 87.25 pontos. A norte-americana Hannah Kearney ficou com a prata após marcar 85.66 e a australiana Britenny Cox levou o bronze com 81.98. 

Na segunda-feira aconteceram as provas de dual moguls. Kingsbury se recuperou e conquistou o título mundial ao vencer o compatriota Philip Marquis por 20 a 15 na bateria decisiva. O também canadense Marc-Antoine Gagnon venceu o norte-americano Sho Kashima na disputa do bronze e garantiu o pódio triplo o país. 

Entre as mulheres, foi a vez de Hannah Kearney dar o troco. Ela derrotou Justine Dufour-Lapointe na disputa do título por incríveis 29 a 6, uma facilidade incomum se levarmos em conta a qualidade da rival. O Canadá ainda perdeu a disputa pelo bronze: a cazaque Yulia Galysheva derrotou Chloe Dufour-Lapointe por 18 a 17 na decisão do terceiro lugar.

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