Experiências

Lais Souza e a equipe médica (divulgação)

No fim de setembro a brasileira Lais Souza receberá a última de três aplicações de células-tronco para estimular a movimentação de seus membros. Depois disso, ela já se prepara para outro tratamento inédito: a aplicação de células de Schwann, que pretende reconstruir a medula da atleta brasileira. 

As novidades foram contadas pelo Globoesporte.com e pela Revista Veja neste sábado. O tratamento dela voltou a ter destaque na mídia brasileira  por conta do jogo da seleção brasileira em Miami, local onde segue o tratamento desde fevereiro deste ano. Aliás, Lais esteve presente no jogo e recebeu a visita de atletas e dirigentes. 

Resumindo um pouco a situação: a brasileira conseguiu aprovação do FDA, órgão americano que supervisiona pesquisas científicas e recebeu aplicações de células-tronco em maio e julho - foi a primeira pessoa do Miami Project a fazer este tratamento. As células foram retiradas de sua pélvis e nesse mês ela encerra esta fase de tratamento. A cada intervenção, fica quatro dias internada na UTI.


Depois disso, o projeto espera permissão para realizar aplicações de células de Schwann. Enquanto as células-tronco ajudam a diminuir a inflamação e recuperam células vivas, as de Schwann reconstroem a medula para que os estímulos possam voltar a passar pelo local. 

O tratamento já apresentou bons resultados. A brasileira garante que tem sensibilidade nas mãos, pés, um pouco no braço, na barriga e nas costelas. Apesar dos médicos evitarem quaisquer prognósticos, a tendência é da atleta recuperar movimentos nos membros superiores. 

Enquanto aguarda esse novo tratamento, Lais segue nos EUA com o COB bancando todos os custos. O crowdfunding segue arrecadando fundos para a vida futura da jovem. Aliás, no fim do ano, a expectativa é que Lais Souza passe a virada do ano com a família em Ribeirão Preto.

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