Circuito Mundial

Integrantes da equipe brasileira de curling: voos maiores (Divulgação)


O curling brasileiro não para de me surpreender. Após a Copa Brasil e toda a movimentação nas últimas semanas, a CBDG e a Associação Brasileira de Curling confirmaram uma das competições que a seleção nacional masculina participará antes do Desafio contra os norte-americanos. E o anúncio não poderia ser tão surpreendente: a equipe estará presente em uma das etapas do WCT (World Curling Tour)!!

É um dos principais eventos da modalidade em todo o mundo, sem sombra de dúvida. O Brasil competirá no Vic Open, em Quebéc, entre os dias 12 e 15 de dezembro, pela 16ª semana do circuito. A escolha pelo Canadá é justificável - afinal de contas, todos os jogadores moram no país da América do Norte. 

As inscrições podem acontecer até o dia 4 de novembro e, por conta disso, ainda não há informações definitivas do formato de disputa. O certo é que deve girar entre 15 e 18 equipes, que serão distribuídos em três chaves. É o formato clássico, onde todos jogam contra todos dentro dos grupos e os melhores (dois ou três) avançam para o playoff eliminatório. São US$ 13 mil em premiação e os oito primeiros pontuam na Ordem de Mérito (o ranking internacional).

Os campeonatos do WCT são de altíssimo nível. No Vic Open, por exemplo, o Brasil pode jogar contra a China, uma das melhores seleções masculinas com o skip Rui Liu, além de 14 times de elite da província de Quebec. E todos sabemos o talento que o Canadá tem na modalidade. 

Ver o Brasil participar de um evento dessa magnitude mostra o carinho e a importância que o próprio esporte vê na nossa seleção e no trabalho de longo prazo que as duas entidades nacionais estão começando agora. Para participar de uma disputa do circuito é preciso estar no ranking ou ser convidado, como é o caso brasileiro. 

A participação no Tour é o primeiro torneio confirmado no calendário de competições do curling nacional. Toda a agenda está em aprovação pela CBDG para adequar o orçamento aos próprios sonhos. O certo, porém, é que o time disputará mais eventos antes do desafio contra os EUA (que deve ocorrer no início de 2015) e os nomes dos atletas serão definidos após a seletiva de treinos, prevista para acontecer em outubro. 


A meta, agora, é continuar a busca por patrocínios para financiar competições e treinos de alto nível - essencial para um esporte de alto rendimento. Com relação ao time feminino, a programação consiste em treinos intensos e participações em torneios menores para garantir entrosamento e evolução para voos maiores a partir de 2015. Desejo toda sorte do mundo aos atletas do curling do Brasil.

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