Um ano morto?

Ano morto? Não para Leandro Lutz: ele mira o Mundial 2015 (Divulgação)

Já comentei aqui que o clima na cerimônia de encerramento da CBDN era de alegria e descontração. Após mais um ciclo olímpico finalizado (e de forma brilhante, com uma participação histórica em Sochi), a ordem dada era relaxar neste primeiro ano rumo à Pyeongchang-2018, na Coreia do Sul. 

Afinal de contas, o ciclo olímpico começará apenas em julho de 2016, quando todos estarão de olho nos Jogos do Rio de Janeiro. Até lá, campanhas gloriosas trarão satisfação pessoal, um pouco de dinheiro, talvez, e ânimo. E mais nada. 

A própria Jaqueline Mourão, multicampeã do cross-country e biatlo, afirmou ao blog. "Agora vai ser mais devagar. Quero descansar e experimentar novas provas que, durante o ciclo olímpico, não é possível fazer. Será uma temporada de transição mesmo". 

É o que pensam também Leandro Ribela, Maya Harrisson, Isabel Clark, entre outros nomes já consagrados e que fizeram duas temporadas muito desgastantes. A sensação é de que esse ano considerado morto será útil para recarregar as baterias. E traçar planos audaciosos com a CBDN, que mira até os Jogos de 2026. 

Mas conversando com jovens atletas durante a festa, tem outro lado da moeda: é nesse ano morto que muitas pessoas querem aproveitar para entrar no rol dos atletas de elite do Brasil. Até porque entre janeiro e março de 2015 teremos Mundiais de várias modalidades de inverno.

No cross-country, por exemplo, Leandro Lutz e Leila Mostaço já deixaram claro que buscam competir no Mundial de Cross-Country. Além deles, Victor Melo, Paulo Santos e demais meninos do projeto Ski na Rua também buscam pontos para tentar entrar nesse seleto grupo. 

No esqui alpino, Nathan Alborghetti e Michel Macedo iniciarão a transição para as provas adultas e, consequentemente, para manterem o bom desempenho que obtiveram até aqui nas categorias infantis. 

No Biatlo, temos Gabriela Neres, que cresce a cada ano e pode ser considerada substituta de Jaqueline nos próximos anos. No snowboard, tem Lucas Alves, atleta que será a grande esperança do esporte nos próximos anos. 

Enfim, a temporada 2014-2015 não terá a mesma procura que a passada teve na mídia brasileira. Também não veremos os principais atletas competindo todo fim de semana. Mas o ano morto, quem diria, poderá ser vital para aumentar a popularidade e o número de atletas de esportes de inverno no Brasil.

Congresso FIS

Aconteceu nesta semana mais um congresso FIS em Barcelona, na Espanha. Stefano Arnhold, presidente da CBDN, Leandro Ribela, atleta olímpico, e Pedro Cavazzoni, superintendente técnico, estiveram presentes no evento. 

Entre outras coisas, foi definido o calendário da temporada sul-americana. Não sei se é por conta da Copa do Mundo (muito provável), mas os eventos começarão no fim de julho e se estenderão até meados de setembro. 

Como de costume, a primeira prova será de cross-country em Ushuaia, na Argentina. As últimas serão de esqui alpino, nos alpes chilenos. O Brasil Zero Grau estará de olho na disputa.

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