Um grande salto

Acrobacia do desafio Brasil x Argentina (Divulgação/CBDN)

É o típico resultado que agrada ambos os lados e garante a festa em um dia tão especial para os esportes de inverno da América Latina. O desafio entre Brasil e Argentina de Freestyle terminou empatado em 3 a 3 nas duas jam sessions, mas o que chamou a atenção mesmo foi a inauguração do segundo CT da CBDN, destinado para as modalidades radicais - o primeiro, em São Carlos, é para a equipe de biatlo e cross-country. 

Várias autoridades e atletas estiveram presentes na pacata São Roque, no interior paulista, na manhã desta quinta-feira santa para o evento. Entre discursos e entrevistas, chamou minha atenção as palavras de Isabel Clark. " Espero que nossos atletas possam aproveitar essa pista, mas também quero ver novos atletas saírem daqui para a neve", confirmou a snowboarder brasileira no release da entidade. 

Esse é o principal desafio, na minha opinião. Fazer com que a estrutura de três pistas e um colchão de acrobag 400m2 possa criar um trampolim para que novos atletas brasileiros entrem no cenário internacional de snowboard e esqui e possam diminuir a discrepância técnica que existe atualmente. 

A CBDN pensa nesse mesmo caminho. O CT de Freestyle é o primeiro passo prático da entidade no planejamento de longo prazo traçado após os Jogos Olímpicos de Sochi, no último mês de fevereiro. Toda a estratégia da confederação termina nas Olimpíadas de 2026, com a expectativa de ser uma nação competitiva até lá. 

Enquanto o futuro promissor não chega, o jeito é celebrar o presente e reverenciar os heróis que competem pelos países da América do Sul em esportes tão difíceis como esqui e snowboard freestyle. Alguns deles estiveram presentes no desafio, como o snowboarder brasileiro Marcos Batista e os argentinos Martin Jaureguialzo (snowboard) e Ivan Juary (esqui). Eles foram os principais destaques acrobáticos do dia. Marcos e Ivan ainda garantiram um backflip cada. 

Na primeira jam session, os argentinos venceram por 2 a 1. Entretanto, o Brasil devolveu o placar na segunda etapa e os juízes Flavio Ascanio, Ryan Snow e Daniel Garcia optaram por deixar o desafio empatado. Afinal de contas, a rivalidade era o que menos importa em um dia tão importante para os dois países. 

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