Começa amanhã!

Fernando Aranha e André Cintra já em Sochi (Reprodução/Facebook)

Não está sendo propagado igual os Jogos Olímpicos de Inverno. Mas a edição dos Jogos Paralímpicos de Sochi que começam amanhã é histórica para o esporte brasileiro: pela primeira vez na história o Brasil conseguiu enviar dois atletas para o evento. 

André Cintra, no snowboard, e Fernando Aranha, no cross-country, são os pioneiros escolhidos pela CBDN e Comitê Paralímpico Brasileiro para iniciarem um projeto ao mesmo tempo inovador e ousado. A meta é que daqui algumas edições o Brasil possa até conquistar medalhas.

André Cintra foi o escolhido para ser o porta-bandeira do país na Cerimônia de Abertura em Sochi. Tudo porque foi com ele que esse projeto encontrou o pontapé inicial. Em julho de 2012 ele apareceu no Campeonato Brasileiro de Snowboard querendo competir, mesmo sem uma prótese adequada.

A diretoria da CBDN enxergou ali a possibilidade de colocar em prática um sonho antigo: o desenvolvimento de modalidades paralímpicas. Iniciaram os contatos com treinadores da Europa e América do Norte ao mesmo tempo em que encontraram Fernando Aranha, um super-homem que praticava triatlo e ciclismo e sonhava em disputar os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. A resistência dele casava com o esqui cross-country. Havia também Fernando Fernandes, ex-BBB e campeão mundial de para-canoagem, mas ele não resolveu seguir com o esqui alpino adaptado. 

Na temporada anterior eles encararam clínicas e competições em busca dos pontos necessários. A missão de André foi um pouco mais fácil: o snowboard também estreia no programa paralímpico. Com poucos competidores, tinha que ficar entre os 32 melhores do ranking até outubro de 2013 - foi o 19º e ainda viu a última etapa ser cancelada. Vaga confirmada em setembro!

Fernando Aranha tinha um caminho mais difícil. Precisava marcar menos de 180 pontos em provas da Copa do Mundo. Na primeira tentativa não conseguiu. O Comitê Paralímpico Internacional já havia mandado um convite para o Brasil em nome dele, mas nem precisou. Na segunda tentativa o super-homem brasileiro cravou o índice na prova de curta, média e longa distância. 

Todos esses esforços serão recompensados neste dia 7, no momento em que os dois entrarem no estádio olímpico Fischt e escreverem mais uma página da linda história do esporte paralímpico do país.  O Brasil Zero Grau ficará de olho em todos os passos dos brasileiros! Confira agenda de provas (todos os horários são de Brasília):

Fernando Aranha - classe LW 11.5 - Cross Country
09/03 - 3h - Prova de distance (15 km)
12/03 - 3h - Prova de sprint (1 km)
16/03 - 5h45 - Prova middle (10 km)

André Cintra - classe LL - Snowboard
14/03 - 3h - Snowboard adaptado

Mais resultados

Enquanto Fernando e André se preparam para este grande momento, quatro jovens brasileiros competiram em provas de esqui alpino e snowboard nos EUA nesta quinta-feira. 

Tobias Macedo competiu no Campeonato Estadual do Oregon de esqui alpino. O brasileiro disputou a prova de slalom, mas não teve tanto sucesso. Ele não completou a segunda descida e ficou de fora da classificação final. O vencedor foi Ashlay Ruddick, com 1min24seg14. Tobias volta a competir nesta sexta, em prova de slalom gigante. 

Já Ísis Dassow, Lucas Rezende e Rafael Rennó competiram em provas do Holeshot Tour de snowboardcross, nos EUA, em Cooper Mountain. Na prova feminina, a brasileira completou a prova em 2min30seg37, ficando na quarta posição da categoria sênior e na 21ª e última posição geral. A vencedora foi Jenna Feldman, com 1min59seg62. 

Entre os homens, Lucas teve o melhor desempenho: ele foi o nono colocado no sênior e 36º no geral com 49seg86. Já Rafael foi o 13º na faixa etária e apenas o 50º no geral com 52seg41. Ao todo, 57 atletas terminaram a prova e a vitória ficou com Michael Perle, com 45seg57. 

Os três voltam a competir em Cooper Mountain novamente nesta sexta-feira. 

Hóquei no Gelo

Ainda nesta quinta-feira tivemos a terceira partida do Brasil no Pan-Americano de Hóquei no Gelo. A primeira seleção do país na modalidade enfrentou o Canadá e, como era de se esperar, não conseguiu fazer frente ao rival, uma potência da modalidade mesmo jogando com sua equipe juvenil. 

A partida terminou 16 a 0, sendo 9 a 0 apenas no primeiro período e o time sofrendo dois gols no segundo e outros cinco no último tempo. Michael Comeau, três vezes, Bill Triantafilos, Long Delaney, Kevin Hurley e Pier Poulin, duas vezes cada, Michael Bara, Mat Kerr, Chris Jamieson, Kyle Reed e Evan Perry fizeram os gols canadenses. 

O Brasil encerra sua participação neste sábado contra a Colômbia, às 18h30, no horário de Brasília, e tudo leva a crer que se despedirá do México sem nenhuma vitória. Mas não tem problema: o importante neste primeiro momento é colocar os jogadores em contato com a modalidade e iniciar um trabalho de longo prazo. Só daqui muitos anos poderemos ver o Brasil ter chance de vencer partidas e fazer frente às principais potências da modalidade. Ainda é o início de uma longa caminhada. 

PS: falando sobre hóquei no gelo, o atleta Salvador Neto entrou em contato com o blog para solicitar uma reivindicação: ao contrário do divulgado pela súmula mexicana, na partida contra a Argentina o Brasil perdia por 4 a 3 e sofreu o gol no último minuto, no momento em que já jogava sem goleiro (o que é permitido no hóquei). A organização informou que o país perdia por 5 a 0 e fez três gols no fim da partida.

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