Resumão Olímpico Sochi #18 - Último ato

Os três mascotes de Sochi apagam a chama olímpica (Adrian Dennis/AFP/Getty Images)

Confesso que já estou com saudade dos Jogos de Sochi. Nesses 18 dias acordei cedo demais para fazer os comentários na Record News, cheguei a ficar quatro horas no ar e não tive tempo nem para atualizar este blog da forma mais adequada. 

Mas foi bom, muito bom. Uma experiência única e inesquecível, que teve na Cerimônia de Encerramento a maneira perfeita de fechar com chave de ouro todo esse período passado por lá. A festa foi linda, cheia de significados e com boa participação dos coreanos de Pyeongchang, cidade que receberá a próxima edição dos Jogos de Inverno. 

Já em 2018 (Paul Gilham/Getty Images)
A festa já começou de maneira inusitada. Logo na primeira etapa de apresentações, os bailarinos presentes deveriam formar os anéis olímpicos. Mas eles resolveram brincar com o próprio erro russo na cerimônia de abertura e desenharam o mesmo formato do anel que não se abriu na ocasião. Riram dos próprios erros, numa lição aprendida com Vancouver quatro anos atrás. 

Também foi emocionante ver Isadora Williams carregar a bandeira brasileira no desfile. Com um sorriso no rosto, feliz da vida por representar seu país, a jovem já assimilou todo o aprendizado e certamente voltará mais forte para seus treinos. Não tenho dúvidas que ela vai crescer muito até 2018. 

Depois tivemos belíssimas apresentações de ballet, o tradicional circo russo e até mesmo uma bela homenagem para a rica literatura russa, com a casa dos "Doze Escritores". 

Houve espaço também para homenagear os atletas e voluntários. O norueguês Ole Bjoerndalen foi escolhido para a Comissão de Atletas do COI após conseguir sua 13ª medalha em Sochi e se tornar o atleta mais vencedor dos Jogos de Inverno. Coube a ele entregar flores para representantes dos voluntários do evento. Nos discursos de Thomas Bach e do Comitê Organizados, mais palavras de agradecimento a esses dois personagens importantíssimos. 

Mas a emoção realmente ficou para o fim. Havia a expectativa se o encerramento seria tão emocionante como foi a dos Jogos de Verão de 1980, quando o mascote Misha "chorou" na despedida. Foi ainda melhor. 


Houve lembrança ao mascote de 1980, mas graças aos recursos tecnológicos, o Urso Polar acabou chorando de verdade após apagar a chama olímpica e encerrar os Jogos de Sochi. O estádio foi à loucura e certamente muitos marmanjos e moças choraram ao ver pela TV. 

Foi a despedida perfeita para uma das melhores edições dos Jogos Olímpicos de Inverno. Se antes havia o temor de atentados terroristas, polêmicas e até mesmo algum boicote, o que vimos foi um evento tranquilo, com momentos emocionantes e boas disputas. Claro que muito dinheiro foi gasto de forma desnecessária, mas não dá para negar a eficiência da organização em Sochi. 

Este blog surgiu em outubro de 2012 e por um ano e meio acompanhou todos os passos dos brasileiros que de uma forma ou de outra ajudaram nessa caminhada olímpica com recorde de participação para o Brasil. Sempre imaginei como seria esse momento e foi muito mais do que eu poderia sonhar. Dessa forma, o blog segue na ativa, já de olho em 2018! Afinal de contas, Pyeongchang já começou!

Últimos resultados

Além do bobsled masculino, tivemos mais duas definições de medalhas neste domingo. A primeira final aconteceu de manhã com o esqui cross-country 50 quilômetros masculino. A prova era aguardada pois uma vitória norueguesa iria embolar a liderança do quadro de medalhas com a Rússia. 

Mas aconteceu justamente o contrário. O país-sede conseguiu preencher todas as posições do pódio. A vitória ficou com Alexander Legkov, com 1h46min55seg2, sete décimos de segundos à frente de Maxim Vylegzhanin, medalhista de prata, e oito décimos de Ilia Cheurnousov. O atleta norueguês ficou apenas na quarta posição. 

Por fim, no hóquei no gelo masculino, o Canadá não tomou conhecimento da Suécia, venceu por 3 a 0 e conquistou o bicampeonato olímpico. Os gols foram marcados por Jonathan Toews, Sidney Crosby e Chris Kunitz.

Assim, o quadro de medalhas termina com a liderança da Rússia. O país-sede encerrou sua participação com 13 ouros, 11 pratas e 9 bronzes, com 33 no total. A Noruega ficou na segunda posição, com 11 ouros, cinco pratas e 10 bronzes. 

O Canadá ficou à frente dos EUA novamente, com dez ouros, dez pratas e cinco bronzes. O time norte-americano foi apenas o quarto com nove ouros, sete pratas e 12 bronzes. A Holanda surpreendeu e encerrou na quinta posição, com oito ouros, sete pratas e nove bronzes (23 das 24 medalhas conquistadas na patinação de velocidade). A Alemanha, potência, ocupou apenas a sexta posição com oito ouros, seis pratas e cinco bronzes. Vinte e seis países conquistaram medalhas e 21 deles levaram uma dourada para casa. 

Um comentário:

  1. vi a cerimonia todinha foi um espetaculo muito linda ! a parte do urso apagando a chama olimpica ! vai ficar na historia ! eu gostaria muito de ver uma reportagem sobre oque esperar do Brasil em pyeongchang 2018 !

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