Pequenos detalhes

Equipe masculina se prepara para largar (Reprodução/Facebook)

São eles que fazem a diferença. Os pequenos detalhes podem custar a medalha ou uma boa colocação numa prova de Jogos Olímpicos. Foi o que aconteceu com o quarteto do bobsled na terceira descida da prova realizada na manhã deste domingo. 

O piloto brasileiro Edson Bindilatti errou na entrada do trenó, demorando para pegar o controle do equipamento e prejudicando toda a primeira parte da prova da equipe. 

O erro custou mais de três segundos para o tempo final, deixando os brasileiros na 29ª e penúltima posição da disputa 4-man com o tempo de 2min50seg71 (ficou à frente apenas do Canadá, que sofreu um acidente na segunda descida). Apenas os 20 melhores trenós disputaram a quarta bateria e a Rússia, liderada por Alexander Zubkov, conquistou o ouro com 3min40seg60. A Letônia ficou com a prata e os EUA com o bronze. 

Não há muito o que falar realmente. Houve um erro da equipe que custou a chance até de melhorar a 28ª posição conquistada no primeiro dia. O curioso é que o tempo de largada continua fantástico: 4seg88, a 14ª melhor marca da terceira bateria. Se os integrantes tivessem entrado de maneira correta, seria a melhor descida do Brasil pois a pilotagem também foi segura e sem erros. 

Mas não é esse erro na última prova que irá apagar o brilho da equipe de bobsled em Sochi. Mesmo com apenas um ano de preparação, trenós de segunda mão adquiridos ao longo da última temporada e enfrentando os melhores atletas do mundo, os atletas brasileiros mostraram que podem evoluir nos próximos anos. A largada e a pilotagem estão ótimas. Basta corrigir a entrada no trenó e buscar patrocinadores para melhorar os equipamentos. 

Os detalhes impediram um melhor resultado em Sochi, mas mostram um futuro promissor para o bobsled brasileiro. O ciclo olímpico de 2018 já começou para os atletas brasileiros.

Mudança de ares

Realmente Jhonatan Longhi está disposto a dar uma guinada na sua carreira. Após escrever seu nome na história do esqui alpino nacional, com duas edições dos Jogos Olímpicos na carreira, o brasileiro pretende até mudar de esporte no próximo ciclo olímpico. 

Ontem você viu aqui que ele deixou no ar a possibilidade até de se aposentar para se dedicar às suas aulas de esqui. Cogitei a possibilidade dele virar uma espécie de treinador, mas neste domingo a CBDN soltou um release e trouxe uma boa-nova: Jhonatan já pensa no próximo ciclo olímpico, mas em outra modalidade.

"Estou pensando em tentar participar de outro ciclo olímpico no Ski Cross, que pratiquei quando era criança. Não é uma mudança fácil. Necessito de um ou dois anos para fazer uma transição", comentou o atleta no release. 

Realmente seria algo diferente e que necessitaria de uma transição. O esqui livre cross foi a primeira modalidade freestyle que a confederação investiu, logo após Vancouver-2010. Mas com a inclusão do slopestyle em 2011, a modalidade ficou deixada de lado nos últimos dois anos. Agora, com Jhonatan, é a chance de retomar. E conhecendo a técnica do brasileiro, não me surpreenderia se ele conquistasse a vaga olímpica novamente.

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