Dentro da média

Trenó brasileiro em Sochi (Reprodução/Facebook)

Após oito anos de ausência, o trenó brasileiro voltou a disputar a disputa do quarteto masculino em Jogos Olímpicos. Nas primeiras duas descidas em Sochi, realizadas neste sábado, a equipe do Brasil conquistou um resultado na média do que era esperado diante do pouco tempo de preparação e da diferença entre os trenós. 

Somando as duas descidas os Blue Birds, o novo nome do time, terminaram na 28ª posição, com o tempo de 1min53seg60, na frente da equipe sul-coreana e de uma equipe canadense, que até acabou tombando o trenó. A vitória parcial é da Rússia, do capitão Zubkov, com 1min50seg19. Segunda posição do time da Letônia 1 e a Alemanha 1 está na terceira colocação. 

Como era de se esperar, a descida dos brasileiros foi bem segura, sem grandes toques na parede da pista e sem grandes riscos. Nas duas descidas a largada foi muito boa, sendo que em ambas a equipe conseguiu a 20ª posição entre todas as equipes. Isso mostra realmente que a equipe se preparou bem com a parte física.

O problema é que o trenó não consegue ganhar a velocidade adequada e, dessa forma, a equipe fica na parte de baixo da classificação. Como Edson disse, não dá para criticar o material, produzido em 2011 e adquirido no ano passado pelo Brasil. Afinal de contas, foi com esse trenó que o Brasil confirmou a vaga olímpica. Mas é algo para a Confederação tentar melhorar nos próximos anos. 

"A gente sabe que não dá para fazer milagre com o trenó. Estamos extraindo o máximo do push, da pilotagem, mas a gente sabe que está muito atrás nesta parte de material. Mas não é um empecilho para a gente não. A gente sabe que, daqui a pouco, vai conseguir coisa boa", confirmou Edson Bindilatti ao Globoesporte.com

Diante disso, não há o que lamentar essa 28ª posição. Aliás, é possível até comemorar alguns pontos: a pilotagem brasileira evoluiu muito, com uma descida segura, e a largada do trenó realmente se transformou no nosso ponto forte. Se o Brasil evoluir isso, pode até sonhar com resultados melhores daqui quatro anos. 

Também é motivo de alegria ver todos os atletas brasileiros unidos nos Jogos Olímpicos. A equipe de bobsled fez mais uma homenagem para Lais Souza, que se recupera de grave acidente de esqui, logo após suas descidas - eles fizeram um "L" com as mãos depois de saírem dos trenós. E nas arquibancadas lá estavam Isadora Williams e Isabel Clark torcendo pelos brasileiros e sentindo um pouco mais do clima olímpico. 

Com tanta torcida junto, Bindilatti e companhia tentarão ganhar mais algumas posições na terceira descida da disputa masculina. Apenas os 20 melhores trenós ganham o direito de fazer a quarta bateria. A prova começará às 6h30 e comentarei ao vivo na Record News. Boa sorte aos brasileiros! 

Isabel e Isadora na torcida: todos juntos (Reprodução/Facebook)

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