Balanço - Stefano Arnhold

Stefano Arnhold (Divulgação/CBDN)

Depois de Emílio Strapasson, hora de abrir espaço para Stefano Arnhold, presidente da CBDN, fazer seu balanço de mais uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. Aqui tenho que agradecer ao assessor Luís Garcia, que intermediou essa entrevista. 

Sem dúvida nenhuma Sochi-2014 foi a edição que mais irá marcar a vida de Stefano Arnhold em sua passagem como dirigente de esporte de inverno. Foi a primeira que ele atuou como chefe da missão brasileira, num reconhecimento pelos serviços prestados ao esporte. Conseguiu estabelecer um novo recorde de brasileiros no evento e ainda viu novos atletas surgirem. Entretanto, este ano também será lembrado como o acidente de Lais Souza e todas as críticas direcionadas à entidade. Veja entrevista exclusiva:

Qual o balanço que você faz da participação brasileira em Sochi? Os resultados obtidos estão dentro das expectativas da CBDN?
Foi excelente pois todos nossos objetivos foram cumpridos: classificamos um número recorde de atletas (6), num número recorde de modalidades (5) e num número recorde de provas (10) e ainda obtivemos o melhor resultado de todos os tempos em 70% das provas. Foram 7 marcas quebradas em 10.
 

Esses resultados acima irão interferir no planejamento da entidade para o próximo ciclo olímpico?
Os resultados de Sochi são a base para o planejamento nos próximos ciclos olímpicos pois diferentes modalidades estão em diferentes estágios de maturação.

Qual será o foco da CBDN para os próximos quatro anos? Nos últimos Jogos Olímpicos a confederação tentou e conseguiu incluir um esporte novo por edição. O trabalho seguirá assim para os Jogos de 2018? Qual seria essa modalidade “nova”?
A CBDN começa agora a elaborar o planejamento para os próximos ciclos olímpicos e em especial para 2018, 2022 e 2026. Este processo deverá se estender até o final deste ano de 2014 e faremos um plano específico para cada modalidade.O primeiro plano será o do Aerials Feminino que queremos concluir até 31 de maio próximo. Os planos serao precedidos de estudos de competitividade, viabilidade econômica e técnica com ênfase nas possbilidades de treinamento no Brasil. Estudos científicos serão a base e um primeiro estudo foi realizado para o Snowboard Slopestyle Masculino.

Existem novos projetos de captação de recursos ou patrocínios em andamento ou sendo elaborados?

A CBDN continua seu trabalho de divulgação de suas modalidades notadamente em televisão para a difusão e para a captação de patrocínios na esfera privada. Um novo programa de captação de patrocínios será implementado a partir de 2014 e para tanto foram contratados novos profissionais para as áreas de comunicação e marketing.

Há uma nova geração surgindo nas modalidades de neve. Como será a transição deles para os Jogos de 2018? Em contrapartida, alguns atletas já se encaminham para os 40 anos no ciclo olímpico. Haverá algum trabalho especial com eles? 

Temos uma nova geração no ski alpino com Michel Macedo, Guilherme Grahn e Nathan e Esmeralda Alborghetti que já apresentam importantes resultados e que nos fazem prever que esta geração deverá bater recordes e nos dar muitas alegrias. Teremos assim um misto de novos atletas e atletas com larga experiência notadamente no Snowboard Cross e nas modalidades de endurance.
Os treinamentos serão adaptados às diferentes modalidades e estamos estudando como apoiar as atletas mais experientes em programas de preparação física especifica seja na área de forca e potência, seja na área do condicionamento aeróbico.


Qual a situação do esqui aerials para o próximo ciclo olímpico? O técnico Ryan Snow continua? Haverá novas seletivas?
O Sr Ryan será com certeza peça muito importante de nosso programa de Aerials e está neste momento fortemente envolvido no planejamento de médio e longo prazo desta promissora modalidade.
 

São 22 anos seguidos nos Jogos de Inverno. Como o senhor vê a evolução brasileira de 1992 até 2014?
É muito gratificante ver uma constante evolução de nossas modalidades a cada ciclo olímpico e poder olhar para o futuro com a certeza que o melhor ainda está por vir.

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