Até o fim

Lais Souza e Josi Santos mostraram nesta terça-feira o quanto elas são determinadas. Mesmo com apenas sete meses de vivência num esporte totalmente desconhecido, as duas brasileiras conseguiram levar a disputa para a classificação olímpica no esqui aerials até o último dia. 

Lais e Josi em Ruka (Divulgação/CBDN)
Isso graças ao desempenho delas na etapa de Val St. Come (Canadá) da Copa do Mundo de esqui aerials. Pelas regras da competição, o atleta precisa somar pontos numa prova para conseguir a classificação na etapa seguinte. 

Elas conseguiram, mais uma vez. Três dias depois de estrearem na elite da modalidade, Lais e Josi voltaram a somar os pontos necessários e estão na disputa da última competição, no dia 18, em Lake Placid (EUA). Será o último evento antes do encerramento da classificação olímpica. No dia 20 elas já saberão se conseguirão, ou não, a vaga inédita. 

Mas independente da conquista, as brasileiras já escreveram um lindo capítulo da história dos esportes de inverno do país. Nesta terça-feira mais uma vez elas se superaram. Lais Souza conseguiu 53.71 pontos na sua apresentação e terminou na 23ª posição. Josi Santos foi a 25ª com 48.58 pontos. 

No ranking internacional, Lais ganhou 80 pontos e Josi foi a última a pontuar na prova, com 60. A vencedora da prova foi a australiana Lydia Lassila, com um salto de 100.84 pontos na grande decisão. As chinesas Nina Li e Xin Zhang completaram o pódio. 

As brasileiras nem terão tempo de descansar. Embarcam novamente para os EUA e terão três dias para se prepararem naquela que já se configura como a prova mais importante das estreantes na modalidade. O Brasil Zero Grau estará de olho na preparação.

Embarque

Quem também está nos EUA é o atleta André Cintra, de snowboard adaptado. Após ser o primeiro brasileiro a garantir a classificação nos Jogos Paralímpicos de Inverno, ele embarcou para o país norte-americano a fim de começar a preparação mais intensiva na neve.

Ele ficará alguns dias por lá e depois viaja para Big White, no Canadá, Maribor, na Eslovênia, e La Molina, na Espanha. Tudo para chegar bem em Sochi e poder representar o Brasil neste momento histórico.

"O desafio é me superar e trazer um bom resultado para o país. E estar classificado entre as 32 nações, sendo que representamos a única delas onde não há neve, já é uma grande conquista", comentou André no release divulgado pela agência Bendita Ideia. O brasileiro ocupa atualmente a 18ª posição no ranking.

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