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Apesar de no início ter enfrentado preconceitos e ainda enfrentar algumas notas, digamos, menores, a brasileira Isadora Williams está conseguindo se firmar no grupo das melhores atletas da patinação artística no gelo. 

Basta olhar a participação dela no Golden Spin de Zagreb, na Croácia, neste fim de semana. Mesmo competindo ao lado de Yuna Kim e Miki Ando, duas das melhores patinadoras dos últimos tempos, ela conseguiu manter a regularidade dos últimos meses, mesmo sabendo que uma medalha nesta temporada seria improvável (foi neste torneio que a brasileira conquistou o bronze na temporada passada). 

Sétima no programa curto, Isadora executou uma apresentação sólida neste sábado. Fez 84.96 pontos (40.48 nos elemento técnicos e 44.48 nos componentes do programa) e contou com apresentações ruins de rivais para subir uma posição e terminar na sexta colocação da classificação final, com 128.63 pontos.

E se não fosse uma nota fora de série da eslovena Dasa Grm, a atleta terminaria na quinta posição. A distância entre as duas foi de apenas 0.06 pontos. Quase nada, convenhamos. E outra, terminar em sexto num torneio de nível elevado e que contou com duas das melhores patinadoras do mundo, é um feito e tanto. 

A sul-coreana Yuna Kim confirmou todo seu favoritismo e ficou com o ouro ao marcar 204.49 pontos e liderar tanto no programa curto quanto no programa longo. A japonesa Miki Ando foi a segunda colocada e a russa Elizaveta Tuktamysheva ficou com o bronze. 

De um modo geral, foi um ótimo teste para a Isadora Williams antes dos Jogos Olímpicos. Serviu não só para ajudar na evolução do seu nível técnico, como também deve ter aumentado sua confiança para a prova em Sochi. A pequena notável segue fazendo história pelo Brasil. 

Skeleton e Bobsled

Emílio Strapasson, presidente da CBDG e atleta de skeleton, participou ontem e hoje de duas provas de skeleton pela Copa Intercontinental em Igls, na Suíça. A meta era manter a boa fase e continuar sonhando com a vaga olímpica - na primeira lista divulgada nesta semana ele aparece dentro da zona de classificação. 

Mas, pelo visto, não será dessa vez que o Brasil confirma a vaga no skeleton. Emílio não teve um bom desempenho no continente europeu. Na primeira prova, sexta-feira, ele ficou na 25ª posição dentre os 28 atletas com 55seg55, longe dos vinte primeiros que fazem duas descidas. 

Na segunda, disputada hoje, ele foi o 28º de 29 atletas que competiram, com a marca de 54seg98. Emílio esperava colocações melhores para continuar sonhando com a vaga olímpica. Ele ainda participará de mais uma prova em Altenberg, nesta semana, para reverter o quadro. 

Porém, ele deixou claro que o foco será total no bobsled. Tanto que a CBDG estuda um meio de levar a dupla feminina para disputar a Copa Europa da modalidade em Igls e St. Moritz, na Suíça, em janeiro. 

Isso porque as provas da Copa América em Lake Placid não terão o número mínimo de competidoras e não serão realizadas. Como a dupla feminina do Brasil é a primeira na "lista de espera" para a vaga olímpica, toda ponto será necessário para garantir essa classificação inédita. 

Resta definir apenas alguns detalhes com o trenó. Levar o trenó que está em Calgary para a Europa custa muito dinheiro. A confederação estuda se compensa alugar algum trenó no continente. Uma coisa é certa, porém: as meninas não ficarão sem competir e poderão brigar até o fim pelos Jogos Olímpicos de Sochi.

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