Bom resultado

Jaqueline Mourão (Reprodução/Facebook)

A brasileira Jaqueline Mourão estreou na manhã desta sexta-feira na segunda etapa da Copa do Mundo de Biatlo. A prova foi de sprint 7,5 quilômetros e aconteceu em Hochfilzen, na Áustria. 

A atleta manteve a boa média de resultados na modalidade e ficou dentro do limite para seguir na disputa das próximas etapas da Copa do Mundo (tempo, no máximo, 20% superior à média das três primeiras colocadas). 

Jaqueline ficou na 97ª posição, com o tempo de 27min00seg2 e apenas dois tiros errados durante todo o percurso. Dessa forma, o tempo da brasileira ficou 15,9% superior à média das três atletas que compuseram o pódio da disputa. 

A vencedora foi a suíça Selina Gasparin, com 23min16seg9 e apenas um tiro errado. A prata ficou com a tcheca Veronika Vitkova e o bronze foi para a russa Irina Starykh. A norueguesa Tora Berger, campeã mundial e que largou logo atrás da brasileira, foi a quarta colocada. 

Com esse tempo, Jaqueline já pode começar a se preparar para a terceira etapa da Copa do Mundo de Biatlo, que acontecerá entre os dias 12 e 15 deste mês, em Annecy, na França. Serve também para aumentar a confiança da atleta, que tem tudo para confirmar a vaga olímpica inédita do Brasil nesta modalidade. 

Atualizando: Jaqueline postou agora a pouco na sua página no Facebook o comentário da prova: "Pessoal, a torcida deu certo! Conquistei meu melhor resultado em copas do mundo até agora, 15,8% e ainda acertei 8 dos 10 tiros possíveis! Único país da América Latina na competição e considerando que não temos neve tá bom demais sô!"


Madiba

Sei que o assunto aqui é sobre esportes de inverno no Brasil, mas não poderia deixar passar em branco a morte de Nelson Mandela, ocorrida ontem à noite na África do Sul.

Mandela, ainda em vida, já entrara para a história mundial como um dos mais respeitados líderes de todos os tempos. Talvez uma das poucas figuras unânimes. E o esporte, com toda sua força, se transformou no seu principal aliado de reconciliação e união sul-africana a partir da década de 90.

Pugilista na adolescência, praticante de corridas durante toda a vida, Mandela viu no Rugby e no Futebol as principais ferramentas para unir os brancos (adeptos do primeiro) com os negros (adeptos do segundo). A Copa do Mundo de Rugby em 1995 e a Copa Africana em 1996 são emblemáticas nesse sentido. 

Entrando na esfera dos esportes de inverno, a chegada de Mandela ao poder e a derrocada do apartheid fez com que a África do Sul voltasse à disputa dos Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno. Desde 1994 os atletas de inverno sul-africanos participam dos Jogos de Inverno. 

Assim, atletas esforçados como a patinadora Cindy Meyer, o atleta de skeleton Tyler Botha, o esquiador de Cross-Country Oliver Kraas e o esquiador alpino Alexander Heath puderam representar a nação arco-íris na neve e no gelo. Heath, inclusive, foi o primeiro africano a disputar as cinco categorias do esqui alpino numa edição dos Jogos. Não é pouco, convenhamos. 

E tudo isso aconteceu graças aos esforços de Nelson Mandela. O mundo está triste hoje, mas com a certeza de que a missão dele continuará por muitos e muitos anos.

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