A disputa está boa

Rapaz, não queria ser dirigente da CBDN nessa hora não. Ter que escolher entre Chiara Marano e Maya Harrisson para a única vaga de esqui alpino nos Jogos Olímpicos não é tarefa fácil. Até porque as duas vivem demonstrando qualidades individuais.

Maya Harrisson (Reprodução/CBDN)
Você viu aqui nos últimos dias que Chiara conseguiu emendar uma sequência de ótimas provas e parecia que estava na frente da disputa. É, mas nada é tão fácil. Nesta quinta-feira Maya demonstrou porque é uma das principais atletas do país na modalidade (o resultado da prova saiu apenas hoje; certamente que a prova desta sexta-feira terá seu resultado divulgado amanhã).

A brasileira competiu no slalom gigante em Leogang, na Áustria, e cravou nada menos do que a 12ª posição na disputa, num total de 42 atletas que completaram as duas descidas. Maya teve o tempo acumulado de 2min16seg51 e excelentes 67.49 pontos FIS. A vencedora foi a austríaca Andrea Pomberger, com 2min14seg13. Nada mal para quem se recuperou neste ano de uma grave lesão, não é mesmo? 

Chiara voltou a competir nesta sexta após conseguir a quarta melhor marca da carreira ontem. Ela foi a 15ª dentre 33 atletas que completaram a prova de slalom gigante em Madesimo, na Itália. A atleta teve o tempo acumulado de 1min57seg39 e 122.82 pontos FIS. A vencedora foi a italiana Viola Zuccarini com 1min49seg19. 

É difícil escolher. Chiara conseguiu o índice para o Brasil, mas Maya é experiente e tem uma melhor pontuação. Chiara vive ótima forma física, Maya vem de lesão. Porém, é bom a decisão acontecer logo: dia 19 de janeiro é o último dia para somar pontos. Dia 20 de janeiro a CBDN precisa entregar a lista dos atletas convocados. 

Para encerrar o giro de resultados no esqui alpino, ontem o jovem Tobias Macedo também competiu nos EUA. O jovem estreou nesta temporada no programa oficial, participou do Brasileiro em Valle Nevado e continua se aperfeiçoando no país norte-americano.

Tobias competiu nesta quinta-feira numa prova de slalom em Mission Ridge. E ele foi muito bem: terminou na 13ª posição, com o tempo de 1min26seg24 e 133.23 pontos FIS. Trinta atletas completaram as duas descidas e o vencedor foi o canadense Sam Mulligan com 1min17seg09.


No Cross-Country

Incansável, Jaqueline Mourão participou hoje da prova de sprint de esqui cross-country em St. Ulrich, na Áustria, válida pela disputa da Copa Alpina. Ela conseguiu um bom resultado que a aproxima do índice olímpico B na categoria (da mesma forma que Leandro Ribela). 

A brasileira terminou na 31ª posição, com o tempo de 2min55seg44 e 224.91 pontos FIS. Trinta e cinco atletas completaram a prova e a vencedora foi a alemã Laura Gimmler com 2min34seg86. 

"Mais um sprint completado para a lista Olímpica FIS. A prova hoje foi super rápida e os pontos foram melhores que em Goms. Agora precisamos de somente uma prova para o índice Olímpico no Sprint. Não vejo a hora!", comentou a atleta em sua página no Facebook. 

Ela está dosando bem as disputas de biatlo e cross-country nesta temporada olímpica. Apesar de eu ainda achar o ritmo de viagens muito grande. Tanto que para evitar maior desgaste, Jaqueline disputará neste sábado a prova de 10 quilômetros livre em St. Ulrich. 

Ela também estava classificada para a prova de Perseguição 10 quilômetros na Copa IBU de Biatlo em Obertilliach, também na Áustria. Tudo para viajar menos, conforme gentilmente informou Guido Visser técnico e marido da brasileira, ao Brasil Zero Grau. Qualquer descanso é vital para uma temporada olímpica. 

No Skeleton

Emílio Strapasson voltou a competir no skeleton por mais uma etapa da Copa Intercontinental em Altenberg, na Alemanha. São as últimas provas dele na modalidade, já que desistiu de seguir na briga olímpica. 

O brasileiro terminou na 20ª posição, com o tempo de 2min02seg76, sendo o último a completar as duas descidas. O vencedor foi o russo Alexander Mutovin, com 1min54seg88. 

Ele ainda participará de mais uma prova antes de retornar ao Brasil. Lamento que ele tenha desistido da briga olímpica após suas últimas performances (que no entendimento dele foram as piores da sua carreira). Vale lembrar que foi graças à pontuação de Emílio que o Brasil teria um atleta classificado na primeira lista do ranking da modalidade, divulgado na semana passada.  

Cross Country Paralímpico

Já Fernando Aranha pode retornar para as festas de fim de ano com a sensação de dever cumprido. Ele participou da última prova da Copa do Mundo de cross-country paralímpico em Canmore, no Canadá. O encerramento foi com uma prova de 13 quilômetros na categoria LW 10-12. 

E mais uma vez Fernando conseguiu o índice paralímpico. Ele terminou na 18ª posição, com o tempo de 47min04seg2 e excelentes 141.16 pontos. Ele precisava marcar abaixo de 180 pontos para garantir a classificação nos Jogos Paralímpicos. 

Foram três provas, com três índices conquistados. Isso mostra como a preparação está sendo bem feita e como Fernando consegue evoluir cada vez mais na modalidade. 

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