Sacrifícios

O Globoesporte.com acompanhou a segunda visita de Isabel Clark numa avaliação biocinética (clique aqui e veja o relato). As imagens são impressionantes e o método interessante para uma atleta de alto rendimento que se prepara para a temporada olímpica. 

Mas não é no boneco de video-game e nem na avaliação do médico que reside a parte mais importante da matéria. E sim no fato de que, aos 37 anos, as dores acompanham a brasileira, dona do melhor resultado do país nos Jogos de Inverno. 

Já são quinze anos no esporte de alto rendimento internacional e o preço começa a ser cobrado de forma impiedosa: dores no joelho e no quadril, como a própria Isabel relata na matéria. 

Esporte e saúde até o ponto em que ele é mera atividade física e de lazer. No caso de Isabel Clark, e tantos outros atletas, ele causa dores ao longo dos anos. Em alguns casos chega a ser tão insuportável que adianta aposentadorias.

Agora imagina suportar dores com um clima adverso, numa rotina de treinos e viagens internacionais. Provas de inverno acontecem em qualquer canto da Europa, América do Norte e Ásia em todo momento. 

Num dia você está na Áustria, no outro embarca para o Canadá e em menos de uma semana viaja para a Europa de novo. Com temperaturas sempre abaixo de zero e modalidades que sempre exigem o limite do seu corpo. Joelhos, tornozelos, costas... tudo exposto ao limite. E ainda pensar que em alguns casos uma queda pode ser fatal.

Agora entendo porque esportes de inverno fascinam tanto. A beleza estética das modalidades está sempre aliada ao alto risco que os atletas passam. E sabemos bem que a combinação beleza + perigo sempre rende boas histórias e boas fotos para a posteridade. 

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