Refazendo as contas olímpicas

Isadora conquistou a vaga (Divulgação)
A temporada sul-americana chegou ao fim. Alguns atletas brasileiros, principalmente os esquiadores, estão na Europa, já treinando. Outros realizam a última etapa da pré-temporada, como a snowboarder carioca Isabel Clark. Mas com a temporada olímpica na porta, chegou a hora de refazer as contas olímpicas. 

Isso porque os Jogos de Sochi podem marcar um recorde de participações dos atletas brasileiros ou, pelo menos, um número maior de competições do que foi em 2010. 

Garantidos mesmo temos cinco atletas: dois competidores no esqui alpino (um homem e uma mulher), dois competidores no cross-country (novamente um homem e uma mulher) e a patinadora Isadora Williams, que marca o retorno da CBDG aos Jogos Olímpicos. Além disso, Fernando Aranha e André Cintra estarão presentes nos Jogos Paralímpicos de Inverno - será a estreia brasileira no evento.

Mas o número pode superar até mesmo a edição de 2002, até hoje a que detém o maior número de brasileiros nos Jogos de Inverno (onze naquela ocasião). Hora de rever novamente quem ainda está no páreo e brigará pela classificação olímpica.

Na luta - esportes de neve

São cinco vagas até agora, mas só um desastre impedirá que sejam seis. A snowboarder Isabel Clark está muito próxima da sua terceira Olimpíada. Ela atualmente é a 14ª do ranking de snowboardcross e precisa terminar o dia 20 de janeiro entre as 24 primeiras. Convenhamos, já está quase lá. 

Ainda no snowboard, mas com missão mais difícil, o atleta Marcos Batista tenta melhorar sua marca no ranking. Ele ocupa a 79ª posição e precisa melhorar para ficar com uma das 30 vagas no slopestyle. O atleta não precisa necessariamente estar entre os 30 primeiros, pois haverá realocações (o Canadá, por exemplo, tem sete atletas na frente dele e no máximo quatro podem garantir a vaga). Mas é interessante tentar ficar o mais próximo disso para confirmar a classificação. 

Situação até pior enfrenta Lucas Vianna no esqui livre slopestyle. Ele é apenas o 97º no ranking da modalidade e também precisa melhorar para tentar uma das 30 vagas para Sochi. 

Ainda no esqui livre, as novas apostas da CBDN são as ginastas Lais Souza e Josi Santos. As duas estão em training camps no hemisfério norte e tentarão a vaga já em Sochi. Elas precisam somar o maior número de pontos em etapas da Copa do Mundo em dezembro e janeiro para tentar uma das 25 vagas na disputa. Como poucas mulheres competem, há uma chance razoável de classificação. 

Para encerrar os esportes de neve, no biatlo só resta ao Brasil esperar. Jaqueline Mourão conquistou importantes resultados na última temporada, que é o que conta para a classificação olímpica, e precisa esperar as realocações para confirmar a vaga. As chances são mais do que reais e a própria entidade já conta com a participação do Biatlo brasileiro em Sochi.

Na luta - esportes de gelo

Depois de retornar aos Jogos com Isadora Williams, a luta da CBDG é alcançar a improvável vaga olímpica para o Bobsled e o Luge. São os dois esportes ativos da entidade para os Jogos após uma crise administrativa e financeira.

A missão do Luge é mais fácil, por assim dizer. Pelo que entendi, Leonardo Raschini precisa terminar mais quatro provas internacionais entre os primeiros para somar cinco pontos e assim conquistar a vaga olímpica. 

Já o bobsled é mais difícil. Tanto o time masculino quanto o feminino competirão em dez etapas da Copa América no Canadá e Estados Unidos para melhorar suas pontuações e preencher os requisitos mínimos (cinco provas, três pistas diferentes e em duas temporadas). Os sete melhores resultados das últimas duas temporadas são levados em conta no ranking. O ideal é o Brasil terminar entre os 30 primeiros no ranking para pegar uma das realocações.

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