Viagem marcada

Quarteto de bobsled na temporada passada: busca por vaga olímpica (Divulgação)

Foram três seletivas, alguns problemas, vários treinos físicos e muita, mas muita dedicação. Após praticamente dez meses de muito trabalho, o bobsled já traçou os planos da viagem que pode consagrar todos os esforços e culminar em mais uma vaga olímpica. 

A CBDG participará de dez provas da Copa América a partir de outubro, cumprindo assim a exigência mínima da federação internacional para se candidatar a uma vaga olímpica (participar de pelo menos cinco provas, em três pistas diferentes e por duas temporadas). O país precisa também ficar entre os 40 melhores do ranking no dia 13 de janeiro para continuar sonhando com os Jogos de Sochi. 

Como não poderia deixar de ser, a viagem será em conta-gotas pelo fato de muitos atletas possuírem compromissos no atletismo com seus clubes, principalmente os Jogos Abertos do Interior. 

O piloto Edson Bindilatti e os pushers Marcelo da Matta, Larissa Antunes da Silva e Sally Mayara Siewerdt viajam entre os dias 5 e 8 de outubro para Calgary, no Canadá (dependem do visto para confirmar a viagem). Lá eles encontrarão Fabiana dos Santos, que já se encontra desde junho no país da América do Norte. 

Os demais integrantes da equipe masculina (Fábio Gonçalves, Odirlei Carlos Pessoni, Edson Martins e Rodrigo Custódio) viajam no fim de outubro, após os Jogos Abertos em Mogi das Cruzes. 

"O ideal seria todos irem juntos. Quanto mais tempo tivermos para treinamento, maior o entrosamento. Mas alguns atletas têm o compromisso de defender seus clubes de atletismo nos Jogos Abertos do Interior. Acabando os Jogos, eles viajam", lamentou Edson Bindilatti pelo release divulgado pela agência Contrapé de Jornalismo. 

Mas não é hora de lamentar porque há boas notícias ainda. A atleta Lucilay Santos da Silva embarca para Eagles, na Áustria, a fim de fazer o curso de pilotagem (o Brasil conta apenas com Fabiana nesta área). Daividison Henrique de Souza fará companhia à Edson Bindilatti em Calgary, no início de outubro, para também fazer curso de pilotagem. Ele ficará por lá até janeiro, para ajudar nos treinos da equipe sob coordenação do técnico Cristiano Paes.

Esta atitude mostra uma preocupação da CBDG com a sequência da equipe no próximo ciclo olímpico - no que faz muito bem. Sempre defendo a tese de que precisa haver renovação e continuidade, nem que for com um ou outro atleta. Apesar de todos os problemas, a entidade já dá um passo a mais nesta direção. 

Também pensando no próximo ciclo olímpico, os atletas Francisco Irlândio, Gustavo Henke e Fábio Antônio Marcelino (Mexerica), selecionados para o skeleton, também viajam para o hemisfério norte no fim de outubro para se aclimatar mais com a modalidade. 

 Depois dos treinos, serão dez etapas da Copa América nas cidades de Calgary, no Canadá, e Lake Placid e Salt Lake City, nos Estados Unidos. Os sete melhores serão somados para definir a posição brasileira no ranking.

Todas essas boas notícias são frutos do trabalho desenvolvido pela CBDG com o Comitê Olímpico Brasileiro. Após seis meses de intervenção judicial e com a eleição de uma nova diretoria, a entidade finalmente pode solicitar verba federal, a única fonte de renda para entidades de modalidades menos conhecidas por aqui. 

Tanto que já garantiu a estadia dos atletas brasileiros no Canadá e espera montar uma base nacional no país norte-americano para abrigar os trenós, capacetes e uniformes de inverno. Para isso, ainda busca patrocínios que possam dar maiores condições a todos esses atletas. 

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