Estreia no fim do mundo

Eduardo, sentado à direita, no 1º jogo (Reprodução/Facebook)

O Papa Francisco brincou que os cardeais foram buscá-lo no fim do mundo para assumir o Vaticano. Mas fim do mundo mesmo, na Argentina, é em Ushuaia, a cidade mais austral do mundo. E é lá que o Brasil tenta popularizar cada vez mais seu hóquei no gelo.

A cidade possui o único ringue de patinação e hóquei nas medidas oficiais aqui na América Latina e neste domingo abriu a nona edição da Copa do Fim de Mundo de Hóquei no Gelo, competição internacional que reúne equipes argentinas, chilenas e alguns brasileiros que queiram pegar mais experiência na modalidade. 

Um deles estreou hoje na categoria sub-14. Eduardo Xavier, goleiro do time inline da Portuguesa, esteve presente na primeira partida do Winter Club de Buenos Aires, equipe que ele representará no torneio.

Ele é uma das promessas do inline brasileiro e entrou para pegar mais experiência no gelo, modalidade que possui potencial de crescimento por aqui e que está nos planos da CBDG após os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, no ano que vem. 

Além dele, alguns marmanjos conseguiram fechar uma equipe brasileira para jogar a competição adulta, que começará na próxima quarta. A organização ficou por conta da Federação Paulista de Hóquei no Gelo, que contou com a ajudinha de dois canadenses e um chileno para confirmar a inscrição. 

O fato de não ter sido uma equipe 100% nacional mostra um pouco das dificuldades que a modalidade ainda encontra por aqui. A ideia inicial era transformar a Copa do Fim do Mundo como o primeiro campeonato brasileiro oficial de hóquei no gelo, regulamentado pela CBDG inclusive.

Para isso, a meta era ter cinco equipes brasileiras inscritas no torneio. Tudo ia bem até a alta do dólar encarecer as passagens aéreas e estadias das equipes. Assim, um a um, os atletas começaram a desistir da empreitada (até porque seria tudo com recursos próprios). 

Uma pena não ter virado o campeonato brasileiro, mas em todo o caso o Blog acompanhará a aventura brasileira no fim do mundo argentino.

Possível Intercâmbio

Mas com a paz chegando na CBDG, o hóquei no gelo já se mobiliza para dar voos maiores. Há uma ideia de pegar alguns atletas da seleção brasileira inline e levá-los para a República Tcheca entre os dias 29 de dezembro e 4 de janeiro para uma espécie de intercâmbio. 

Na verdade é uma sessão de treinamentos no país da Europa Oriental para se aclimatar e se adaptar melhor às pistas de gelo. Além disso, a equipe participaria de alguns torneios com equipes da região neste período. 

A grana para bancar o investimento viria num possível convênio com o Ministério dos Esportes. Em agosto há a abertura das chamadas públicas para os interessados em conseguir o convênio. O projeto da Federação Paulista de Hóquei no Gelo já está pronto. A meta é inscrevê-lo logo no primeiro dia, facilitando assim todo o trâmite burocrático. 

Seria muito bacana mesmo essa iniciativa. Sempre disse aqui que o caminho mais fácil do hóquei no gelo no Brasil era encampar os times de inline e adaptá-los ao novo piso. Talento temos. Falta apenas um pouco a mais de dinheiro para fazer acontecer.

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