Vozes de Sochi - Chiara Marano (esqui alpino)

Chiara segura troféu (Renato L. Ribeiro/CBDN)
Chiara Marano é praticamente oposta a seus colegas de esqui alpino do Brasil. Jhonatan, Maya e Fábio nasceram no Brasil, foram adotados e moram na Europa ainda com aprendizado de falar o português. 

Ela não. Nasceu na Itália, filha de um pai italiano e de uma mãe brasileira. Fala muito bem a língua materna, ainda que com um pouco de sotaque.  Praticamente todo ano volta ao Brasil para visitar parte da família e mantém laços bem estreitos com o país que representa em competições internacionais. 

Mas uma coisa ela tem em comum com os outros atletas: quer brigar, e muito, para conseguir essa vaga olímpica para o Brasil. A definição acontecerá nesta temporada, em dezembro ou janeiro.


Trabalho duro

Pesa a favor de Chiara o fato dela ter cravado o índice B olímpico na última temporada que cravou mais uma vaga para a CBDN. Entretanto, Maya Harrisson, sua companheira de seleção, voltou de contusão e também promete entrar forte na disputa. E ela já tem a experiência de ter disputado os últimos Jogos Olímpicos. 

Antevendo essa concorrência forte, a brasileira já estipulou seu planejamento e irá trabalhar duro para conseguir seu objetivo. Tanto que férias é artigo de luxo para a jovem de 20 anos. Alguns dias de descanso e já iniciou a pré-temporada com foco na preparação física. 

"Treinar bem mais na academia para começar do jeito certo na neve. Quero chegar com preparação diferente. Treino físico para fazer boa campanha na América do sul porque os resultados serão importantes para a classificação olímpica", afirmou. 

E são mesmo. Apesar de ter cravado o índice B, Chiara sabe que precisa melhorá-los para confirmar a vaga brasileira e vencer a concorrência interna. Por isso que o foco, agora, é a preparação física. Chiara quer voar na neve na próxima temporada. 

Ela já faz uma forte preparação física lá mesmo, na Europa. Em julho chegará no Chile, em Valle Nevado, para treinar mais por aqui e participar dos campeonatos brasileiros em agosto e setembro. Depois, mais treino físico para a temporada do hemisfério norte, a partir de outubro. 

"Meu problema maior foi que tinha ter muito treino físico. Eu só treinava partes determinadas. Na neve chega num ponto que o corpo tem que responder aos seus movimentos. Agora vou fazer mais treinamento para evoluir bastante na neve também", afirmou.

E evitar que erros da última temporada aconteçam novamente. No meio da temporada ela precisou mudar de lugar de treinamento. Antes ela estava com o restante da equipe, mas depois foi para Tarvizio, também na Itália, onde mora a família do seu pai. Isso, claro, comprometeu os resultados. 

"Até que foi muito bem os treinos. Mas começar na metade não é a melhor escolha. Na competição tem que chegar com os treinos automatizados e para isso tem que treinar bastante. Mas não foi tanto para conseguir os resultados que esperava", lamentou. 

Mas agora Chiara garante ser diferente. Ainda que tenha machucado o tornozelo logo no primeiro dia de testes físicos da CBDN no mês de maio ("não fui muito sortuda"), ela está pronta para a vaga olímpica. Graças aos esforços de muito trabalho duro.

Confira entrevista de Chiara Marano ao Blog Brasil Zero Grau!

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