Dada a largada

Após idas e vindas administrativas, brigas judiciais, falta de dinheiro e praticamente um ciclo olímpico comprometido, a equipe brasileira de bobsled deu o primeiro passo para ainda sonhar com a vaga olímpica para os Jogos de Sochi, em 2014. 

Na quarta e na quinta-feira as duplas feminina e masculina competiram pela Copa América, em Lake Placid, nos Estados Unidos. No sábado e domingo será a vez do quarteto masculino que descerá pela pista de gelo para manter o sonho vivo. 

Fabiana e Esthefânia (Ken Childs/Facebook FIBT)
A equipe brasileira até que foi bem, por assim dizer. Na quarta-feira a dupla feminina composta pela piloto Fabiana Santos e Sally Mayara Siewerdt da Silva conseguiu terminar na 10ª posição, com o tempo acumulado de 2min01seg45, na frente de três outras duplas que não terminaram a prova e menos de 35 centésimos da penúltima colocada. 

Depois, na quinta-feira, Fabiana ganhou a companhia de Esthefânia Ribeiro da Costa e terminou na 12ª posição (procurei mas não achei o tempo da dupla brasileira). 

O time masculino também conseguiu dois bons resultados. Na quarta, Edson Bindilatti, único piloto, teve companhia de Odirlei Pessoni e terminou na 15ª posição, com o tempo de 1min56seg81, na frente de outras cinco equipes. 

Já na quinta-feira Edson teve a companhia de Cleiton Dias Sabino e conseguiu melhorar ainda mais, terminando na 13ª posição (também não achei o tempo da equipe brasileira e da classificação geral da Copa América). 

Aqui, independente de posição, o importante é cruzar a linha de chegada. Para sonhar com a classificação olímpica, o país precisa competir em cinco provas, por três pistas diferentes e em duas temporadas. Como esta é a última prova de bobsled desta temporada, é a última chance para buscar a classificação (além de somar os pontos necessários, claro).

Homens no trenó australiano (Ken Childs/Facebook FIBT)
E olhe que a estrutura, como já era de se esperar, não é lá aquelas coisas. Para variar, o Brasil não conta com um trenó decente e precisou pegar emprestado da Austrália (não à toa um país tropical para entender os problemas deste país tropical; também não deixa de ser vergonhoso que a Austrália tenha uma política para o desenvolvimento do bobsled e nós não). 

"Vamos com força total, com toda a dedicação possível… Mas ainda falta material. Os trenós são alugados, são antigos", comentou Edson Bindilatti no release distribuído pela agência Contrapé de Jornalismo. 

Isso faz com que o trenó brasileiro desça a 118 km/h enquanto que outros trenós superem a marca de 125 km/h. O release ainda informa que Emílio Strapasson, interventor da CBDG, também está em Lake Placid atrás de possíveis investidores. Além do trenó a equipe precisa de luvas, roupas, capacetes... enfim, uma estrutura mínima para competir com os melhores do mundo. 

Com exceção de uma dor no estômago de Jadel Gregório, que não deverá atrapalha-lo na corrida do quarteto, a aclimatação brasileira não teve maiores problemas. Isso é bom. Afinal de contas em setembro deste ano eles voltam para o Canadá, para mais treinos e depois correrão a Europa e a América do Norte para buscar a tão sonhada vaga. A largada já foi dada! 

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