Metas e conquistas

Um atleta de verdade sempre trabalha em cima de metas. Ele estipula planos, objetivos e mentaliza "pequenas" conquistas dentro de sua cabeça. Ainda mais quando ele sabe que não brigará por medalha. Sai a competição com os outros e entra a disputa com seus próprios limites. 

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Leila Mostaço (Reprodução/Facebook)
Essa é, na minha opinião, o maior fascínio que os esportes de inverno têm em seus praticantes aqui no Brasil. Afinal de contas, competir num ambiente inóspito a nossa realidade "apenas" para dizer superou limites  e desbravou modalidades nunca antes imaginadas não é para qualquer um. 

Uma dessas atletas é a brasileira Leila Mostaço. Quem acompanha este blog com um pouco mais de afinco já leu um pouco dela. Brasileira que mora no Canadá, começou a competir no esqui cross country, uma das modalidades geladas mais cansativas e exigentes, apenas na temporada passada. 

Era de se imaginar que neste início ela brigaria pelas últimas colocações. Mas dentro dessas metas personalizadas, a atleta tem mostrado uma evolução tremenda. Se antes era a última colocada, hoje em dia já ultrapassa pessoas, como ela mesma brincou no Facebook. E consegue diminuir seu tempo a cada corrida. 

Neste fim de semana Leila competiu na Copa Manitoba, uma disputa regional na província canadense. No sábado ela esteve presente na prova de 10 quilômetros estilo clássico. Já no domingo participou dos 15 quilômetros no estilo livre - todos na categoria senior (23-29 anos). 

Os tempos mostram essa evolução. Nos 10 quilômetros estilo clássico, a brasileira fez 45min50seg36 e terminou na quinta colocação de sua categoria (última posição), a menos de dois minutos da quarta colocada e oito minutos atrás da vencedora Heather Froese. Nada mal para quem ainda está aprendendo as armadilhas do estilo clássico. 

Já na prova de domingo, a meta era terminar os 15 quilômetros em menos de uma hora. Conseguiu. Fez 59min26seg0 e terminou na quarta posição da sua categoria (novamente a última posição). Ela ficou cinco minutos atrás da terceira e dez minutos da vencedora Catherine Carter. "Quase um bronze", brincou Leila comigo ao informar os resultados. 

O fato é que a brasileira não precisa de medalha para triunfar no esqui cross country. Só esta evolução e a determinação que ela tem em seguir competindo já é uma grande conquista não só para ela, mas para todo o esporte brasileiro! Parabéns, Leila! 

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